25.10.16

DILMA ALMEJA SER SENADORA. CUNHA PRESO, DELAÇÃO A VISTA. SE LULA FOR PRESO, DIFICILMENTE SAIRÁ ANTES DE 2022. PREVISÃO DE RENOMADOS JURISTAS

ROBERTO MONTEIRO PINHO -


Dilma é palavrão na base do PT. Todos culpam a ex-presidente de enterrar a histórica legenda na cova profunda do pleito que se findou.

Afastada da presidência desde agosto deste ano, a ex-presidente Dilma Rousseff ainda insiste em anular o impeachment. No dia 20 de outubro (quinta-feira) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki fulminou liminar protocolada pela defesa de Dilma para anular a Decisão final sobre o impeachment.

A votação em plenário do Senado, realizada no dia 31 de agosto, teve 61 votos a favor da saída da petista do poder e 20 contra. A data foi melancólica, marcou o encerramento de um período de 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores ficou no Poder Executivo.

Apesar do impeachment, uma decisão controvertida e regada interpretações das mais confusas, ela conseguiu que seus aliados revertessem à perda de seus direitos políticos por oito anos, o que a tornaria inelegível a qualquer cargo público, por 42 votos contrários a 36 favoráveis.

Agora, segundo fontes próximas, o PT e a própria Dilma examina a possibilidade disputar em 2018 uma cadeira do senado pelo Estado do Rio Grande do Sul. Seria o mesmo caminho de retorno a vida pública, percorrido pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo, que se elegeu senador por Alagoas.

Ocorre que nas eleições de 2 de outubro, o Partido dos Trabalhadores voltou experimentar um duro revés. O partido dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não superou os números de prefeituras no primeiro turno.

O início das suspeitas de corrupção e a prisão de antigos ícones do partido, como José Dirceu e José Genoino, corroeram a base eleitoral petista. O número de capitais conquistadas encolheu para seis, depois para quatro, e agora tem apenas uma cidade garantida (Rio Branco, no Acre), e outra em disputa.

Em Recife (PE), o candidato João Paulo foi para o segundo turno com 23,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Geraldo Julio (PSB). Se não conseguir uma virada surpreendente, será o pior resultado do partido desde 1985, quando conquistou somente Fortaleza, no Ceará.

De toda forma a derrota do PT em São Paulo é um novo retrato da decadência do partido no país. Em 2012, o partido elegeu 630 prefeituras. Caiu de 630 para 256, há um encolhimento de 59,4%. O PMDB, embora tenha respingos do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, passou de 1.015 para 1.027, um crescimento modesto, de 1,2%.

O noticiário político tem revelado um amplo leque de agruras para os petistas, passando pelo impeachment de Dilma Rousseff e chegando ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu em dois processos relacionados à operação Lava Jato. A Lava Jato alcançou dois importantes ex-ministros petistas: Guido Mantega e Antonio Palocci.

Há pouco o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso e conduzido para a carceragem da Polícia Federal de Curitiba. Seus advogados entraram com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de liberdade no fim da tarde do dia 21 (sexta-feira).

Ao chegar até Cunha, a operação Lava Jato traz inquietação para o ex-presidente Lula da Silva. Ha sinais de que seja o próximo a ser preso. O motivo é a segunda parte da história. Mas antes é possível que o conceituado advogado Marlus Arns, formule a temida delação de Eduardo Cunha.

Na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro, um fato é latente: Crivella e Freixo estão patinando com histórias em quadrinhos. Avisem seus marqueteiros que o povo quer projeto para tirar a cidade da péssima qualidade de vida. Transporte, saúde e educação, no estágio deplorável que se encontra.

Mesmo assim a eleição está mais para Crivella. Menos radical, mais elucidativo. Não promete, mas falou na segurança para a população, (e nem precisa prometer, tem boa relação política com o governador Dornelles).

Segurança é constitucionalmente de absoluta competência do governo estadual. Freixo “papou mosca”.