26.10.16

LADRÃO

MIRANDA SÁ -

“Um homem que rouba por mim fatalmente roubará de mim” (Theodore Roosevelt)


O primeiro presidente Roosevelt, dos EUA, nosso epigrafado, chega à perfeição expressando como age o ladrão do dinheiro público; pode até ‘justificar’ a razão do roubo, para o partido, para a revolução, para a vitória do socialismo, mas é um ladrão, que rouba por ele, nunca pelo povo.

Ladrão é aquele que rouba. A palavra dicionarizada pode ser adjetivo e substantivo masculino.  Vem do latim, latro/latronis. Quando a palavra chegou ao português, ainda no século 11 recebeu a grafia ladrones: Então, como hoje, tinha a definição de “aquele que furta, rouba, se apodera do alheio”.

O português falado no Brasil tem uma rica sinonímia da palavra ladrão: além de gato, gatuno, larápio e rato, é adjetivado como “ladrão de carteirinha”, referindo-se ao profissional; “ladrão de gravata ou de colarinho branco”, da classe alta, “ladrão de galinha”, o pé de chinelo…

O “ladrão” é tema no mundo cultural: no cinema tivemos o premiado filme francês de André Téchiné, “Os Ladrões” de 1996, e na literatura, os contos “O ladrão”, de Mário de Andrade e “Um ladrão”, de Graciliano Ramos, este último levado ao teatro.

É coloquial até o superlativo “ladrãozão”, que o Dicionário de Gíria de J.B. Serra e Gurgel dá um exemplo que parece bastante atual para ser usado: “O senador é um ladrãozão. E viva a impunidade! ”.

Os “ladronzões’ do dinheiro público sempre existiram, mas se multiplicaram geometricamente nos governos de Lula e Dilma, do Partido do Trabalhadores. Não é por acaso a prisão dos hierarcas do PT, quatro tesoureiros do partido entre eles.

A Nação tem acompanhado a condenação dos envolvidos no escândalo do Mensalão e do Petrolão envolvendo a Petrobras, Eletrobrás, empresas públicas e fundos de pensão. Na primeira fase, com a prisão do ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, revelou as propinas distribuídas a parlamentares para sustentar a base parlamentar do PT-governo.

Daí em diante uma corrente fluindo com centenas de corruptos nos poderes da República, evidenciou a existência de uma organização criminosa. Através da descoberta dessa organização criminosa chegou-se ao Petrolão.

A Operação Lava-Jato foi causa e consequência de uma grande faxina para varrer de uma vez para sempre os corruptos e corruptores da vida nacional. Os investigadores encontraram provas contundentes do envolvimento de parlamentares de todos os partidos.

Não há dúvida, entretanto, que o suporte do assalto ao Erário, é o lulopetismo e principalmente o seu chefe Lula da Silva. Qualquer aprofundamento nas investigações, nas delações premiadas, testemunhos e provas, aponta para Lula como mentor, articulador e usufrutuário da roubalheira.

Seguindo o levantamento dos crimes praticados leva-nos até ao passado criminoso dos lulopetistas ao chegar ao empréstimo do Banco Schahin executado pelo PT. Foi para pagar um chantagista que ameaçava acusar Lula como responsável do assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André.

A criminalidade de Lula se estendeu ao poste eleito por ele, a destrambelhada, incompetente e inconsequente Dilma Rousseff, cuja administração institucionalizou a ação dos ladrões do dinheiro público.

É indiscutível a participação de Dilma no fato revoltante da compra das refinarias de Pasadena e Nansei Sekiyu, uma bandidagem inolvidável, cujo rombo nas contas da Petrobras é quase impagável.

O grande William Shakespeare adverte que “A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial”; é assim que se assiste o pânico das hostes defensoras do antigo regime derrubado pela prática criminosa.