22.10.16

PRINCÍPIOS

MIRANDA SÁ -

“A sinceridade é o princípio e o fim de todas as coisas” (Confúcio)


Princípio (do latim principiu) significa começo, fundamento, ou essência de algum fenômeno. É uma regra geral, a causa primária. Do ponto de vista acadêmico, é a regra ou lei que controla a forma de agir ou a postura dos indivíduos.

Podemos definir princípios como experiências, ensinamentos, normas ou saberes essenciais e imprescindíveis; na sociedade humana os princípios estão indissoluvelmente ligados à liberdade individual, sem pressão externa e influente no processo de socialização.

Na Filosofia, é a proposição ao início de uma dedução e que não é deduzida de nenhuma outra proposição do sistema filosófico. Na antiga Grécia, mãe da cultura ocidental, seus sábios estabeleceram princípios para o estudo da Natureza que, na sua visão teórica, era regida por leis imutáveis.

Para Pitágoras, o princípio das coisas era os números e induziu os seus discípulos a crer que “todas as coisas são números”. Estes filósofos do passado inspiraram os estudos matemáticos de Descartes com a geometria, e os científicos de Emanuel Kant sobre a filosofia da natureza e da natureza humana.

Em todos os ramos da Ciência encontramos o olhar analítico dos princípios que produzem pesquisas da comunidade científica, principalmente para a medicina.

Nas religiões orientais, os ensinamentos de Confúcio e Buda são os princípios adotados pelos crentes, e, no cristianismo, encontramos os princípios bíblicos do Livro de Mateus e nos Evangelhos com as parábolas de Jesus Cristo.

Dos exemplos apresentados também nascem as doutrinas e os preceitos que regem a Política que, infelizmente, uns confundem com Ciência e outros com Religião; nesta vertente do comportamento humano os princípios são geralmente questionados ou oportunisticamente inventados…  É daí que neste campo, as ideologias precisam ser discutidas e disputadas.

Como aceitar, por exemplo, o princípio adotado pelos lulopetistas do “sempre se fez assim”? A vulgaridade para justificar a saga dos seus crimes, desmente as proposições iniciais do Partido dos Trabalhadores, insincero, desviando-se por atalhos que receberam o repúdio de muitos dos seus fundadores.

Ao aderir ao velho sistema, aliando-se com os 300 picaretas do Congresso, o PT precisava dar uma satisfação às correntes esquerdistas; e acolheu outro princípio, que os jesuítas atribuíram aos comunistas e que Trotsky disse ser da Congregação: “Os fins justificam os meios”.  É possível que ambos estivessem certos…

Vagando na “undiscorey country” a região desconhecida e fantasiosa que Shakespeare mapeou no 3º Ato de “Hamlet” a meninada controlada pelos pelegos da UNE e da UBES repetem o mantra do “Não à reforma do Ensino”, sem sequer tenham lido o texto…

Também devemos atribuir à reversão dos princípios éticos aos eleitores do “Quanto pior, melhor”, ao apoiar no Rio de Janeiro o candidato do PSOL, defensor dos Black Blocs que agridem, depredam, vandalizam e até contabilizam uma morte com seus desatinos.

Por sorte, ainda vigoram neste País princípios jurídicos estabelecendo padrões de conduta para a cidadania e para o Estado. Assim, a Justiça Federal persegue todos os corruptos e a organização criminosa que aparelhou o governo federal para corromper e ser corrompida.

Nesta segunda semana de outubro, o juiz Moro decretou a prisão de Eduardo Cunha, considerando-o um serial infrator da Lei. Pelo princípio constitucional de que “todos são iguais perante a Lei”, fica nos devendo a prisão de Lula da Silva, o mega-corrupto chefe do quadrilhão do PT e seus satélites.