21.10.16

SAQUEADORES OCUPAM A PETROBRÁS

EMANUEL CANCELLA -

Nilo Batista interpela o Secr. Geral do Sindipetro- RJ.

Os tucanos, que tentaram privatizar a Petrobrás no governo de FHC, agora estão de volta. O governo golpista, através do PSDB, colocou na presidência da companhia Pedro Parente, um ex-ministro de FHC que entrou para a história como ministro do apagão.

Os tucanos tentaram, sem sucesso, privatizar a Petrobrás, no governo de FHC. Agora o senador tucano José serra, é  articulador da lei 4567/16, que,  sendo aprovada agora no parlamento, essa lei entrega aos gringos o nosso pré-sal.

Se, no governo de FHC, os tucanos tivessem privatizado a Petrobrás, a festa da descoberta do pré-sal teria sido no Texas ou em algum país europeu. Na ocasião, a Petrobrás não foi privatizada por força de uma greve de 32 dias dos petroleiros com um forte apoio popular.

Agora, com o golpe, estão a saquear a Petrobrás! E com apoio da mídia, principalmente a Globo que, no governo de FHC, comparava a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás.

Na verdade existe algo como uma quadrilha formada pelo governo golpista de MiShell Temer, grande parte do Congresso Nacional e parte da Justiça que corrobora com o saqueamento da Petrobrás.

O juiz Sérgio Moro, que a mídia, principalmente a Globo, tenta passar como herói nacional, até prêmio já recebeu da emissora. Na verdade, como chefe da operação Lava Jato, é um dos principais articuladores da derrocada da Petrobrás, já que, a todo momento, vaza de forma seletiva informações negativas sobre a Empresa, possibilitando assim sua entrega.

E essa desvalorização da Petrobrás é altamente almejada pelos tucanos, cuja saga é a entrega da Companhia aos gringos. O juiz Moro, além de viabilizar essa desmoralização da Petrobrás, favorece os saqueadores porque nunca prendeu um tucano sequer, mesmo eles sendo delatados a todo momento, tais como o senadores tucanos Antonio Anastasia, Aloysio Nunes e Aécio Neves ,  este cinco vezes delatado.

Mas não é só isso que torna Moro suspeito, ele não investiga o governo do também tucano FHC, na Petrobrás, apesar de várias vezes citado na Operação. E se omite, de forma criminosa, mesmo FHC escrevendo, em seu livro, Diários da Presidência que, em seu governo, havia corrupção na Petrobrás.

A conivência do juiz com os saqueadores da Petrobrás é tanta que a justiça ignora a suspeição explícita do fato de a mulher de Moro, advogada Rosangela Moro, trabalhar para o PSDB e para multinacionais de petróleo, concorrentes diretas da Petrobrás (1). Justamente, PSDB e multinacionais, os mais beneficiados por essa operação.

A Petrobrás foi sequestrada e agora está sendo saqueada, à luz do dia: o maior e mais rica malha de dutos do país, a do sudeste, está sendo entregue; o campo de pré-sal de  Carcara ‘vendido’ a    Statoil, estatal norueguesa, a preço de um refrigerante cada barril, dobrando assim as resevas de petróleo da Noruega; anunciaram a venda da BR distribuidora, parte das refinarias, a Transpetro, as termoelétricas, fábricas de fertilizantes, etc. Parente também vai acabar com a indústria naval no pais e vai mandar construir navios e plataformas no exterior, gerando emprego e renda para os gringos.

Diante desse quadro de terra arrasada, Parente ainda quer calar os sindicatos dos petroleiros. O Sindipetro-RJ acaba de receber uma intimação, datada de 13/09/16, do maior criminalista do país, a serviço da direção entreguista da Petrobrás. Nilo Batista interpela o Secretário Geral do Sindipetro- RJ, Emanuel Cancella, para o qual pede explicações, sobre o boletim do sindicato, mais especificamente sobre o editorial do Surgente 1402, de  02/09/2016. “Petroleiros organizam greve: Nenhum direito a menos e em defesa da Petrobrás” (2).

Quando o petróleo era um sonho, a sociedade brasileira, nas décadas de 40/50, foi para as ruas gritar “O Petroleo é Nosso!”, resultando na criação da Petrobrás. Agora, que o petróleo é uma realidade, não vão calar os petroleiros!

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).