17.11.16

1 - CACO BARCELLOS É AGREDIDO EM MANIFESTAÇÃO [VÍDEO]; 2 - ALERJ ADIA VOTAÇÃO SOBRE PACOTE DE MALDADES [VÍDEO]

REDAÇÃO -


Ontem (16) durante o protesto de servidores estaduais no Rio de Janeiro ocorreu a tradicional truculência das forças de repressão, mas quem saiu com o "rabo entre as pernas" foi o jornalista da TV Globo Caco Barcellos, que cobria a manifestação, foi agredido por manifestantes contrários a sua presença no local. Caco foi impedido de cobrir o ato próximo à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).

Servidores e manifestantes gritavam: "O Povo não é bobo, abaixo a rede globo". Ao sair do local, alguns servidores seguiram Caco. O jornalista foi atingindo por um cone de trânsito, na altura da Avenida Erasmo Braga.

Antes da chegada de Caco Barcellos, mais cedo, outro jornalista do Jornal O Globo, foi hostilizado e agredido por um dos manifestantes, o profissional mexia no celular e conseguiu se esquivar do soco. Ao correr, um outro manifestante deu um chute em sua perna.

A TV Globo se manifestou sobre o caso: “Caco cobria o protesto para reportagem do ‘Profissão Repórter’, quando foi agredido e impedido de registrar o momento. Felizmente, ele está bem. A Globo repudia qualquer tipo de hostilidade que impeça a transmissão da notícia ao espectador, único fim do trabalho jornalístico da Globo, que preza pela isenção e correção.”

O Coletivo Mariachi gravou o momento que o repórter das Organizações Globo quase foi linchado. Confira no link.

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Desta vez, Caco Barcellos não tinha Genoino para protegê-lo da multidão com ódio da Globo. Por Kiko Nogueira

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ALERJ adia votação sobre pacote de maldades

Nesta quarta (16), há pouco, diante de manifestantes que ocupam a entrada da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) informou que a votação do pacote de “maldades” do governo do Estado Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi adiada para o próximo mês de dezembro.

“Existe um sentimento contrário dos deputados da ALERJ sobre essa proposta de aumentar a contribuição previdenciária dos servidores do Estado para 30%, por isso o projeto não será votado agora em novembro por conta da grande mobilização dos servidores contra ele. Então vamos tentar elaborar novas formas para superar essa crise, que não é só uma crise orçamentária, é uma crise de modelo” – disse Serafini.

Durante o dia ocorreram diversos confrontos entre manifestantes postados em frente ao Palácio Tiradentes e policiais do batalhão de choque da Polícia Militar que lançaram centenas de bombas contra servidores públicos do Estado, entre ativos e inativos que foram protestar contra as propostas do governo de Luiz Fernando Pezão que promove uma série de cortes orçamentários e o aumento de contribuições previdenciárias.

Serafini afirmou ainda que existem projetos dentro da ALERJ que pedem auditoria e CPIs sobre a dívida pública do Estado do Rio de Janeiro, mas que os mesmos sofrem boicotes na tramitação por causa dos grupos políticos ligados ao governo do Estado. (Informações da APN)