8.11.16

CARTÃO VERMELHO PARA A JUSTIÇA

EMANUEL CANCELLA -

Na verdade, muitos desses juízes são próximos de empresas picaretas como essa que bancou o encontro, achacadores dos cofres públicos e também carrascos dos trabalhadores!


O petroleiro foi a única categoria que deu cartão Vermelho para o TST. Isso foi em 1994, quando o TST julgou nossa greve abusiva e estipulou multa de R$ 100 mil reais por dia de greve. Continuamos a greve à revelia do Tribunal e fomos além, demos cartão vermelho ao TST.  Tivemos cem petroleiros demitidos nessa greve e pagamos a multa pela ‘desobediência’ ao TST. Depois reintegramos todos os demitidos e, através da Justiça, pegamos todo dinheiro da multa de volta.

Mas abusivos mesmo são os salários e as benesses recebidos pelos tribunais: sem greve eles ‘conquistaram’ auxílio moradia e educação, num montante de quase dez salários mínimos por mês. Ainda pleiteiam, na justiça, esses auxílios retroagindo a 1988.  Isso também é estendido aos procuradores. Pasmem, dois ministros, aposentados do STJ, receberam em setembro, em salários, R$ 1 milhão.

“Setembro é considerado o mês das flores. Mas no STJ é o mês do Papai Noel. O bom velhinho, três meses antes do Natal, em 2014, chegou com seu trenó recheado de reais. Somente a dois ministros aposentados pagou quase 1 milhão de reais. Arnaldo Esteves Lima ganhou R$ 474.850,56 e Aldir Passarinho, R$ 428.148,16 — os dois somados receberam o correspondente ao valor da aposentadoria de 1.247 brasileiros (1).”

E vem do presidente do TST, Ministro Ives Gandra da Silva Martins, a tese de que o negociado se sobrepõe ao legislado. Ou seja, férias, 13°, jornada de trabalho, tudo pode ser negociado. E que ninguém pense que o patrão vai mandar pagar duas férias, dois 13° ao trabalhador. Eles querem ferrar o trabalhador e o aposentado.

Esses juízes pagam bem aos seus parceiros “capa preta’ entretanto querem escravizar o trabalhador.

Além disso, a Operação lava Jato, que é chefiada pelo juiz Sérgio Moro, com sua investigação, paralisou, de forma desnecessária, várias obras no país e com isso acarretou a demissão de mais de hum milhão e quinhentos mil trabalhadores. Se esses juízes e procuradores da Lava Jato quisessem, poderiam punir os donos das empresas e deixar continuar as obras para que não houvesse demissões. A lei de leniência permite que isso aconteça! Os EUA, onde estudou o juiz Moro, fizeram isso na crise de 2008, mas aqui esses juízes e procuradores se lixam com os trabalhadores.

Agora a Lava Jato mandou tirar a tornozeleira do maior picareta da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que pagava sua pena em casa, ou seja, esse picareta sujou a imagem da Petrobrás e agora está livre, leve e solto (5) e cheio da grana.  Que justiça é essa?

Mas se a Lava Jato não se preocupa com o desemprego, entretanto gosta muito de dinheiro, pois, mesmo contra a orientação do STF, está embolsando 10% dos contratos de Leniências (2).

Como se não bastasse, os juízes não aceitam o contraditório, já que puniram o juiz Siro Dalan, que se opôs ao auxílio educação, e estão em retaliação fazendo uma campanha de  difamação contra ele(3).

Diga com quem tu andas e eu direi quem tu és! Uma empresa picareta bancou o Congresso de juízes: O VI Encontro Nacional de Juízes Estaduais, no Arraial D’Ajuda Eco Resort, anunciou a presença da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia; de seu antecessor, Ricardo Lewandowski, que fez a abertura; e do juiz Sérgio Moro, que organizou um “talk show” com um colega italiano que atuou na Operação Mãos Limpas (4).

Na verdade, grande parte desses juízes são aliados de bandidos, como o medico estuprador, Roger Abdelmassih,  de Daniel Dantas, o “banqueiro ladrão , assim denominado pelo delegado Protogenes Queiroz, e de empresas que praticam picaretagens como essa que bancou ‘O encontro de juízes’. Na verdade, muitos desses juízes são próximos de empresas picaretas como essa que bancou o encontro, achacadores dos cofres públicos e também carrascos do trabalhadores!

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).