16.11.16

PROTESTOS CONTRA O PACOTE DE MALDADES DO PEZÃO. EM VEZ DE PAGAR SALÁRIOS MAIS REPRESSÃO, OCORREU CONFRONTO ENTRE FORÇA NACIONAL E SERVIDORES ESTADUAIS

ALCYR CAVALCANTI -


No dia em que o pacotão de maldades vai ser apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro-ALERJ, o governador Luiz Fernando Pezão pediu reforço de segurança ao Governo Federal que prontamente enviou a Força Nacional para reprimir manifestações de violência extremada. Duzentos homens da Força chegaram na noite de terça feira e estão de prontidão em um quartel no Jardim Sulacap. Doze anos de desmandos de políticos filiados ao PMDB levaram um estado pujantes a uma condição de penúria. Mesmo assim o partido tem grande maioria na ALERJ e vai pressionar para aprovar as medidas. O pacote extremamente antipopular tem em sua maioria medidas arbitrárias e inconstitucionais segundo renomados juristas, que vão tentar impedir o Pacotão do Pezão.

O forte aparato policial começou a ser montado desde ontem no feriado nacional temendo novas invasões como as que aconteceram semana passada, onde manifestantes desesperados com os desmandos da administração estadual arrancaram tapumes e na confusão alguns móveis foram danificados. Servidores à míngua com salários irrisórios e mesmo assim parcelados e atrasados montaram uma barraca para receber donativos e alimentos não perecíveis, além de remédios.

A sessão que vai julgar o pacote de emergência vai começar às 15h desta quarta feira após um feriadão chuvoso e sombrio. Mesmo assim quantias vultuosas foram gastas em coquetéis e outras benesses enquanto a massa passa fome, hospitais não atendem e são responsáveis pela morte de milhares de pacientes em estado terminal. O povo pergunta: "Onde Está Sergio Cabral?".

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Protesto de servidores estaduais no Rio tem confronto entre Força Nacional e manifestantes (Via UOL)


Crédito: Rafael Nunes / Facebook.
O ato que reúne milhares de servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro contra o pacote de medidas de austeridade apresentado pelo governo, em discussão na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), mal começou e já teve confronto entre dois grupos de manifestantes, na manhã desta quarta-feira (16).

A manifestação acontece diante do Palácio Tiradentes, sede do Legislativo estadual, no centro da capital fluminense. O prédio está cercado por grades e é protegido por policiais militares.

De cima de um carro de som alugado por policiais militares, no qual está estendida uma faixa que pede “intervenção militar já!”, um manifestante que falava ao microfone viu a chegar de pessoas que traziam bandeiras de centrais sindicais e do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado).

“Abaixem as bandeiras, isso aqui não é um movimento político. Não temos partido. Somos servidores estaduais reivindicando nossos direitos”, gritou.

Após a ordem, dezenas de manifestantes, em sua maioria integrantes de forças de segurança do Estado –PM, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros– se dirigiram ao local em que estavam os outros participantes do ato, dando início a um empurra-empurra e troca de xingamentos.

Um homem que estava no grupo dos que levavam bandeiras pediu que a faixa pró-intervenção militar fosse retirada. Nesse momento, um senhor, que foi identificado por colegas com um policial aposentado e usava camisa regata azul, sacou um spray de pimenta e disparou contra os manifestantes.