17.11.16

SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA PROVOCAM CAOS NO CENTRO DO RIO E AGRIDEM OUTROS SERVIDORES [VÍDEO]

ROGER MCNAUGHT -


Durante o protesto que tomou conta do centro do Rio, mais precisamente em frente à Assembleia Legislativa, durante a manhã e tarde do dia 16, a única constante foi o confronto.

Desde o início do ato, alguns servidores mais exaltados pertencentes às categorias ligadas à segurança pública causaram severos distúrbios com outras categorias e manifestantes, usando desde gás de pimenta até violência física.

Um dos fatores que ampliou muito a tensão no local foram as barreiras montadas, duas linhas de grades que muito incomodaram os servidores e fez os mesmos sentirem-se excluídos do processo e tratados com desrespeito.  Após alguns grupos tentarem derrubar parte das grades, alguns manifestantes da área de segurança pública imediatamente se colocaram a defender as grades, agredindo e ameaçando inclusive outros manifestantes.

Após diversos disparos de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta, unidades do batalhão de choque avançaram pela Avenida Presidente Antônio Carlos, passando pelo Tribunal de Justiça, onde policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo em direção de transeuntes que se aglomeravam em frente ao Tribunal para escapar do tumulto. Idosos que se encontravam no local aparentavam intoxicação devido ao gás lacrimogêneo sem sequer entender o que ocorria no local.   Logo atrás dos policiais, uma unidade “caveirão” seguia, contando com canhões de disparo de água e de gás.

Diante do enorme abuso contra transeuntes e servidores, dois policiais do batalhão de choque abandonaram a formação e se retiraram do local, sendo festejados por manifestantes e transeuntes.

Diante do cenário que agora além do batalhão de choque contava também com um blindado e cavalaria, o confronto se prolongou por quase uma hora, deixando muitos feridos entre os manifestantes e muitas pessoas intoxicadas devido ao excesso de gás não apenas lacrimogêneo convencional, mas azul e vermelho também.   Durante o confronto, em dado momento manifestantes jogavam os cartuchos de gás de volta em direção aos policiais em serviço na ALERJ, levando manifestantes e policiais em serviço a se enfrentarem não apenas na frente da ALERJ como em ruas próximas.

Para pôr fim ao confronto que parecia até o momento insolúvel, o oficial em comando do batalhão de choque falou aos manifestantes da segurança pública, insinuando que deveriam permanecer unidos contra a “anarquia” em clara posição preconceituosa para com manifestantes e cidadãos anarquistas e usando de terrorismo psicológico sobre os “colegas” manifestantes.

Além do conflito principal, outros pequenos conflitos foram registrados como a expulsão de uma equipe pertencente à TV Globo e diversas reclamações por parte de estudantes que se juntaram ao protesto e foram hostilizados por manifestantes agressivos da segurança pública.

Uma vez predador, sempre predador.  As posturas de diversos manifestantes da segurança pública deixam claro o descaso dos mesmos para com profissionais de outras áreas e cidadãos, o que valida a tese de alguns grupos de que protestar lado a lado com esses grupos (alguns cantando palavras de ordem de “bolsonaro presidente”) é improdutivo, além de perigoso.