16.12.16

1 - VICE DE CRIVELLA DIZ QUE ESTUDA ASSUMIR O METRÔ. 2 - VEJA: TEMER É CITADO PELA 2ª VEZ EM DELAÇÃO DA ODEBRECHT, AGORA COM CUNHA

REDAÇÃO -


O vice-prefeito eleito, Fernando MacDowell, teve seu nome confirmado nesta quinta-feira (15) como secretário de Transportes do governo de Marcelo Crivella, que toma posse na Prefeitura do Rio em 1º de janeiro. Segundo informações da coluna Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", o atual presidente do Metrô Rio, Flávio Medrano de Almada, está de saída do cargo. Antes mesmo de começar a gestão, McDowell anunciou que estuda assumir a administração do metrô, cargo da concessionária Metrô Rio.

"Estamos vendo a possibilidade de assumir o metrô do Rio. O metrô está com capacidade de 86% em comparação à capacidade original do metrô. Isso não pode", disse o engenheiro, durante a diplomação dos eleitos, na Câmara Municipal.

McDowell, de 71 anos, foi responsável técnico pela criação do metrô e um dos maiores críticos do projeto de expansão como foi feito. Segundo ele, a estatização seria feita através de um acordo entre Estado e Município.

O metrô do Rio iniciou operação em 1979, sob a gestão estatal. A privatização foi feita em 1997. Desde o fim de 2008, a concessão está com a Invepar, consórcio formado pela construtora OAS e pelos fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobras (Petros).

Mcdowell também disse que analisará a possibilidade de diminuir a velocidade dos ônibus nos corredores BRS. "Não podem ir nessa velocidade louca. 40 km/h pode ser feito. Hoje eles estão a 60, 70 km/h", afirmou o engenheiro de tráfego.

De acordo com o futuro secretário de Transportes, a tarifa do BRT pode ser revista. "Não tenho nada contra o BRT, e sim contra não repassar os benefícios ao usuário. Estamos fazendo esse cálculo."
(informações do Brasil 247)

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Veja: Temer é citado pela 2ª vez em delação da Odebrecht, agora com Cunha

Um dos principais executivos da construtora Odebrecht, o empresário Márcio Faria da Silva disse à Procuradoria-Geral da República que operacionalizou o repasse de recursos a pedido do presidente Michel Temer e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A liberação do dinheiro, segundo contou, estava vinculado à execução de contratos da empreiteira com a Petrobras. A informação consta do acordo de delação premiada assinado pelo executivo. Em 2010, Michel Temer recebeu, em seu escritório político em São Paulo, Márcio Faria da Silva para uma conversa, da qual também participaram Eduardo Cunha e o lobista João Augusto Henriques, coletor de propinas para o PMDB dentro da Petrobras.

O Palácio do Planalto confirmou o encontro, mas informou que foi Cunha quem pediu a conversa a Temer, dizendo que o executivo gostaria de conhecê-lo.  A assessoria do presidente acrescentou que na reunião, que teria durado cerca de 20 minutos, não se tratou de questões financeiras, mas só de formalidades. Nada além disso. “Se, depois da conversa de apresentação do empresário com Temer, Eduardo Cunha realizou qualquer acerto ou negociou valores para campanha, a responsabilidade é do próprio Eduardo Cunha”, afirmou a assessoria de Temer.

Márcio Faria da Silva é um dos 77 delatores da Odebrecht. Entrou na empresa em 1978 e escalou de forma meteórica o seu organograma, tornando-se um dos principais executivos da construtora. No comando da Odebrecht Engenharia Industrial, participou de grandes obras da Petrobras, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e as refinarias de Abreu e Lima, Araucária e São José dos Campos. Um de seus principais contatos na estatal era Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento.

Representante de interesses suprapartidárias, inclusive do PMDB, Costa disse à força-tarefa da Lava-Jato que negociou o repasse de propinas com Márcio Faria da Silva. Operador do petrolão, o doleiro Alberto Youssef ratificou essa versão, o que levou o Ministério Público a processar o executivo por improbidade administrativa. Para o MP, ele teve papel decisivo na costura do cartel de empreiteiras que fraudou contratos e desviou bilhões de reais da Petrobras.

Márcio Faria da Silva é o segundo executivo da Odebrecht a implicar Temer no esquema de corrupção investigado pela Lava-Jato. Ex-diretor de Relações Institucionais da empresa, Cláudio Melo Filho contou que num jantar em maio de 2014, no Palácio do Jaburu, o então vice-presidente Michel Temer, acompanhado do então deputado Eliseu Padilha, pediu uma ajuda financeira a Marcelo Odebrecht. Ficou combinado o repasse de 10 milhões de reais, dos quais 6 milhões de reais reservados para Paulo Skaf, então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e 4 milhões de reais para Eliseu Padilha, hoje chefe da Casa Civil. (via Veja)