23.1.17

1 - CARMEN LÚCIA PEDIU PARA SER FOTOGRAFADA NO VELÓRIO DE TEORI DEPOIS DA SAÍDA DE TEMER; 2 - GASPARI: “NÃO É TEORIA DA CONSPIRAÇÃO, É DÚVIDA”

REDAÇÃO -

A presidente da STF, ministra Cármen Lúcia, pediu para ter sua presença registrada pelos fotógrafos e cinegrafistas que acompanham o velório de Teori Zavascki depois da saída do presidente Michel Temer da sede do TRF, onde se realiza a cerimônia neste sábado (21).

Cármen Lúcia está desde a sexta-feira (20) em Porto Alegre e priorizou se manter ao lado da família do ministro durante o velório. Ela chegou junto com o corpo de Zavascki à sede do TRF, por volta de 7h20. E se manteve no local até 13h.

Minutos antes da chegada do presidente Temer no velório, a ministra Cármen Lúcia deixou o local. Oficialmente, segundo a assessoria de imprensa do TRF, ela se deslocou para o hotel onde está hospedada para descansar. A ministra voltou ao velório logo após a saída de Temer. Cármen Lúcia e o presidente não se encontraram. (via UOL)

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Gaspari: “Não é teoria da conspiração, é dúvida”

O advogado Francisco Zavascki, filho de Teori, tem toda a razão: “Seria muito ruim para o país ter um ministro do Supremo assassinado”. Ele pede que se investigue o caso “a fundo” para saber “se foi acidente, ou não”. Não é só Zavascki quem levanta essa questão, ela está na cabeça de milhões de brasileiros. Nada a ver com teoria da conspiração, trata-se de dúvida mesmo. A linha que separa esses dois sentimentos é tênue, e a melhor maneira de lidar com o problema é a investigação radical.

Um dos mais famosos assassinatos de todos os tempos, o do presidente John Kennedy, em 1963, foi investigado por uma comissão presidencial de sete notáveis que produziu um relatório de 888 páginas. Até hoje metade dos americanos não acredita na sua conclusão de que Lee Oswald, sozinho, deu os tiros que mataram o presidente. Mesmo assim, rebatê-la exige esforço e conhecimento.

O presidente Michel Temer poderia criar uma comissão presidencial para investigar a morte do ministro Teori. Desde o momento em que o avião caiu na água, ocorreu pelo menos o desnecessário episódio da demora na identificação dos passageiros.

Pelos seus antecedentes e pelas circunstâncias, a tragédia de Paraty ficará como um dos grandes mistérios na galeria de mortes suspeitas da política brasileira. (…)
(via Folha)