20.1.17

1 - GRAVADOR DE VOZ DE AVIÃO QUE LEVAVA TEORI É RECUPERADO EM BOM ESTADO; 2 - DONO DO EMILIANO ERA SÓCIO DO BTG PACTUAL, INVESTIGADO NA LAVA JATO; 3 - MARCO AURÉLIO MELLO SUGERE ALEXANDRE DE MORAES PARA O LUGAR DE TEORI

REDAÇÃO -

A Força Aérea Brasileira (FAB) recuperou nesta sexta-feira (20) o gravador que registra as conversas na cabine do avião que caiu com o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Chamado de Cockpit Voice Recorder (CVR), o equipamento aparenta estar em boa condição, ainda segundo a FAB. O gravador de voz pode ser fundamental para esclarecer o que provocou a queda do avião. O equipamento registra os diálogos do piloto na cabine do avião, seja com outros passageiros ou com o controle de tráfego aéreo.

O aparelho passará por perícia em Brasília para que os investigadores descubram se ele estava ligado e registrou conversas durante o voo. A análise será em um laboratório na sede do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Uma equipe de militares da FAB iniciou nesta sexta investigação no local do acidente aéreo.. A primeira fase da apuração consiste na coleta de dados no local da tragédia.

Pela legislação, aeronaves de pequeno porte particulares, como o King Air que caiu, não são obrigadas a ter gravador de dados de voz nem gravador de dados de voo –este monitora o comportamento dos sistema do avião durante o voo. O King Air não tinha gravador de dados de voo, chamado de Flight Data Recorder (FDR).

Além da investigação conduzida pela FAB, há outras duas em curso: uma aberta pelo Ministério Público Federal (MPF); e uma conduzida pela Polícia Federal. MPF e Polícia Federal irão apurar se houve eventual intenção deliberada de derrubar o avião.

A investigação da FAB está na chamada “fase de ação inicial”, quando há a coleta de dados. Nessa etapa, os militares analisam os destroços, buscam indícios de falhas, levantam hipóteses sobre a performance da aeronave nos momentos finais do voo, fotografam detalhes e retiram partes da aeronave para análise, se for o caso.

Depois da fase inicial de coleta de dados, a investigação prossegue com a fase de análise dos dados, explicou a FAB. (via G1)

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Dono do Emiliano era sócio do BTG Pactual, investigado na Lava Jato

Empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do Hotel Emiliano e que morreu junto com o ministro Teori Zavascki na queda do avião em Paraty, era sócio do Banco BTG Pactual, cujo ex-presidente André Esteves figura entre os investigados da operação Lava Jato.

Segundo o jornalista Alceu Castilho, do blog Outras Palavras, a Forte Mar Empreendimentos e Participações, uma das empresas de Filgueiras, tem 90% de seu capital social em nome do Development Fund Warehouse, um fundo de investimentos do BTG. Em dezembro de 2015, Teori Zavascki revogou prisão de Esteves, enviando-o ao recolhimento domiciliar. Em abril de 2016, o ministro suspendeu as medidas cautelares contra o banqueiro.

Leia a íntegra da reportagem no blog Outras Palavras.

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Marco Aurélio Mello sugere Alexandre de Moraes para o lugar de Teori

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, sugere para o lugar de Teori Zavascki alguém que, desde que assumiu sua pasta no governo Temer, só causou, para usar um eufemismo, problemas: Alexandre de Moraes.

“Aí nós temos, por exemplo, o ministro que está no Ministério da Justiça, que foi do Ministério Público, é professor, constitucionalista, foi secretário de Segurança Pública do prefeito Kassab, secretário de Justiça e Segurança Pública do governo Alckmin, e aceitou o sacrifício de ir para Brasília trabalhar no Ministério da Justiça”, disse à Agência Estado.

Segundo Marco Aurélio, “o perfil ideal é um nome com bagagem jurídica e experiência”.

Ele fez uma ressalva sobre a opção Moro.

“O risco ocorreria, por exemplo, se escolhêssemos este grande nome da magistratura, para ir para o Supremo, né? Ressalto que é o juiz Sergio Moro. Por quê? Porque ele domina o processo que está em curso no Paraná, os diversos processos”, falou.

“E, no Supremo, estaria impedido de julgar, no grau recursal ou habeas corpus, esses processos, em que já havia atuado na primeira instância. Aí teríamos um duplo prejuízo, perderíamos uma pedreira da magistratura, que é a primeira instância e também no Supremo.” (via DCM)