23.1.17

A DIALÉTICA ESTÉRIL DO MONOPÓLIO DA INFORMAÇÃO

Por ANDRÉ MOREAU -

O medo, um dos sinônimos da opressão, é gerado também com doses de manipulação da informação que podem ativar instintivamente, como o susto, proteções visando ignorar parte da realidade.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), presidida pelo Sr. Domingos Meirelles, manchou a História da Casa dos Jornalistas ao trair o então Presidente Maurício Azêdo e apoiar o jogo midiático desonesto do medo e do terror, criado pela editoria do JN (2013), das organizações Globo, visando promover o impeachment, sem provas, do mandato da Presidenta Dilma Rousseff.

Publicado em 14 de jun de 2013

Hoje, na temerosa virada da narrativa do golpe de 2016, com base nas satanizações mescladas às informações ocultadas, de sempre, os últimos noticiários, avançam por outra direção e por isso tem de calibrar mais nas ações de terror, tentando resgatar os telespectadores que mudaram de canal, de volta para a canoa dos facínoras golpistas que responsabilizam governos do PT por tudo que vem acontecendo.

O jogo de ocultação das Atas que mantém o Sr. Domingos Meirelles como dono da ABI ou, como disse o Conselheiro, então Presidente do Conselho Eleitoral da ABI, Carlos Newton, que tem trono, mas não governa, como a rainha da Inglaterra, está chegando ao fim.

Esperamos que agora, depois da cobrança de apresentação das mencionadas Atas, inclusive da que foi manuscrita por Carlos Newton, provando que a Chapa Villa-Lobos cumpria os requisitos necessários para concorrer ao pleito 2016/2019 e foi impedida arbitrariamente, sejam apresentadas pelo Presidente do Conselho Deliberativo da ABI, Ivan Cavalcanti Proença, conforme cobraram formalizada pelos membros da Chapa Villa-Lobos, o Conselheiro Deliberativo Efetivo, Daniel Mazola juntamente com o Advogado e Confrade, André de Paula.

Noticiários como armas contra os mais pobres para garantir a manutenção do poder com base na opressão dos povos.

Os noticiários que outrora informavam os telespectadores, hoje ocultam, redimensionam, distorcem ou, repetem mentiras, de acordo com as narrativas em curso visando garantir a manutenção do poder, com base na opressão dos povos.

Os jogos das construções narrativas vêm sendo estudados desde a substituição das línguas nativas pela língua estrangeira (glotocídio), desde que os colonizadores pisaram nas terras indígenas e descobriram que haviam povos falantes de diferentes línguas que poderiam ameaçar o plano de pilhagem de suas riquezas naturais.

O que boa parte dos cidadãos jamais puderam imaginar, é que tais técnicas pudessem ser difundidas através da tecnologia informática, pela grande rede com objetivo de manipular os povos com base no aprimoramento dos mesmos métodos teológicos, utilizados nas colonizações de séculos passados.

O aprimoramento do terror provocado pela substituição da língua dos povos indígenas, da dialética com a língua mãe, visando transformar a arte de raciocinar sem a cultura nativa, mas com a estrangeira, gerou perda de identidade coletiva, submetendo líderes indígenas, juntamente com seus povos, ao glotocídio.

A dialética estéril difundida na grande rede por agentes do monopólio da informação, atinge a identidade das pessoas, em escala muito maior, principalmente dos jovens na formação das suas personalidades. A razão passou a ser designada por cálculo utilitário das conseqüências, objetivando conduzir os mitos criados pelas editorias dos veículos de radiodifusão de massa, a um objetivo previamente definido.

Hoje o nível da maioria das ações dialéticas, é exclusivamente técnico, tem por base o predomínio do sujeito neoliberal sobre o real.