24.1.17

GUARDA MUNICIPAL A SERVIÇO DE CONCESSIONÁRIA?

WILSON DE CARVALHO -


Tenho elogiado muito a atuação do prefeito Marcelo Crivella. Principalmente quanto à volta dos restaurantes populares; intervenção no aumento das passagens de ônibus municipais; a tentativa para salvar o Maracanã, recusada pelo comprometido Pezão; a possibilidade de evitar a privatização da LUCRATIVA CEDAE; a chamada de mais de quinhentos agentes de saúde concursados, há quase dez anos, etc. etc. Mas essa ideia do excelente secretário Mac Dowell colocar a Guarda Municipal à disposição do BRT, não dá.

A concessionária tem a obrigação de manter a ordem, embora sem poder de polícia, é claro, a exemplo do que acontece nas redes bancárias, metrô, entre outros. Exceção da SuperVia, pessimamente administrada pela Odebrecht, que só gasta com o básico. Secretário, não entendi. Esses caras só querem lucrar e o senhor sabe muito bem disso, conforme provou na questão do aumento das passagens. Passagens que vão aumentar mais uma vez neste ano, A NÍVEL ESTADUAL, além das barcas, por autorização do governador Pezão, que estaria afastado, não fosse a ALERJ formada por poucos deputados corretos. Perdedores de todas as votações para uma maioria que vinha inclusive apoiando o ex-governador Cabral, o ex-secretário de obras e ex-vice-governador e, hoje, governador.

A ALERJ poderia ter contribuído para, no mínimo, amenizar o caos, conforme já está fazendo o novo prefeito na área municipal.

***
JORNALISTAS EM DECLÍNIO

Há muito tempo, falo sobre o começo do fim da profissão de jornalista. Não dos jornais e emissoras de rádio. Só não trabalhei no Grupo Globo. No O Dia, hoje, na UTI, fui repórter especial, redator e colunista. Em outros jornais, chefe de reportagem e editor. Ex-diretor da ACERJ, sou conselheiro da ABI, onde venho ocupando inúmeros cargos. Fui autor do projeto da Folha Universal, editando-o por mais de seis anos, justamente na fase mais turbulenta da igreja. Muitos prêmios e homenagens, cinco livros publicados, em última análise, muita vivência na profissão que, a cada dia, chega perto do fim.

Tem fotógrafo Prêmio Esso quase passando fome. Hoje, todos fotografam. É a tecnologia engolindo a todos, principalmente, agora, com o Whatsapp.

Milhões de pessoas se transformaram em repórteres. E sem cobrar um centavo. Maravilha para os empresários da comunicação, que, burramente, só visam lucro e aproveitam a extinção do diploma. Quanto mais "whatsappers", menos profissionais.

Mesmo liderando a audiência na maior parte dos horários, a rádio Tupi parou. Antes disso, demitiu 40 profissionais, a maioria excelentes, sem pagar um centavo. E sem pagar também os salários há quatro meses, explodiu a greve geral. Agora, fundem-se o Extra e o Globo, após a demissão de dezenas de profissionais. É a triste realidade. Apenas para acrescentar, pois o espaço é mínimo: o despreparo da maioria dos novos coleguinhas, formados por universidades que também só visam o lucro. Não os preparam sequer para falar e escrever corretamente.