28.1.17

MODESTO DA SILVEIRA UM HOMEM DE CORAGEM

Por ANDRÉ MOREAU -


Modesto da Silveira, foi o advogado que mais defendeu presos políticos na América Latina. Completaria 90 anos de vida, no dia 23 de janeiro, se não fosse sua partida antes do combinado.

A idéia de comemorar a data entre os confrades da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), deveria ser suficiente para a diretoria da Casa dos Jornalistas, colocar de lado diferenças ideológicas e ou, ambições pessoais, visando prestar a homenagem devida a este gigante dos Direitos Humanos. Afinal, na defesa de jornalistas, advogados e professores, dentre outros lutadores da boa luta contra a ditadura empresarial militar (1964-1985), Modesto da Silveira, sempre se manteve ao lado dos colegas da ABI e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dando sangue, suor e lágrimas pelo restabelecimento da democracia no País.


O descaso da direção da ABI, com os seus, não é só lamentável, nos remete a pensamentos de ódio como de Maquiavel: o ódio é produto tanto de boas obras como das infames.

Observado por este ângulo de visão, Modesto da Silveira foi e continuará sendo sempre lembrando, por seu caráter, honestidade, retidão entre os que não se vergam nem em momentos de exceção como voltamos a atravessar, desde o impeachment, sem mérito, da Presidenta Dilma Rousseff. Algumas das qualidades que levaram a Presidente Dilma, no mandato anterior, a convidar esse nosso Paladino dos Direitos Humanos, para fazer parte da Comissão de Ética da Presidência da República.

Trata-se de uma personalidade que entrou como um gigante dos Direitos Humanos, para a nossa História, só restando para tal outros registros de variantes da sua obra, sistematizados em livros como o que a OAB pretende lançar no final de 2017, numa cerimônia a altura do nosso Modesto da Silveira.


Já a ABI pela qual Modesto da Silveira tanto lutou até a "traição" praticada contra o então Presidente Maurício Azêdo, como em 1964, quando Celso Kelly se movia pela presidência, visando trocar a ética por um emprego. É assim que se conduz a atual diretoria, se colocou como fio condutor dos choques de ódio contidos na narrativa das organizações Globo, até o golpe de 2016. Mais tempo, menos tempo, a ABI carregará em seus anais, em peças acadêmicas e ou, literárias, tais manobras sórdidas da diretoria que se considera dona da Casa dos Jornalistas. Separando os dois lados como dizia o nosso grande Barbosa Lima Sobrinho, sobre o País: no Brasil só haverá dois partidos, o de Tiradentes e o de Silvério dos Reis.

*André Moreau, Professor e Jornalista, Diretor do IDEA – Unitevê (Canal Universitário de Niterói) e Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes Nas Artes/Fonte: blog Jornal da ABI.

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