22.1.17

NA GLOBO, "MERCADO" FESTEJA MORTE DE TEORI

Via Rede Brasil Atual -

“É simplesmente inacreditável que o mercado financeiro veja como positiva a morte de Teori Zavascki. A explicação, dada pela jornalista da Globo, assusta pela completa falta de humanismo diante de um acidente trágico”, escreveu (20/01) o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) em sua página no Facebook, ao postar vídeo de notícia da Globo News sobre o comportamento do mercado financeiro.

O próprio título é cruel com o ministro morto em acidente aéreo em Paraty na quinta-feira (19): “Mercado financeiro abre positivo com dados da China, posse de Trump e morte de Teori”. Na matéria divulgada na manhã de ontem (20), na abertura dos trabalhos do mercado financeiro, a jornalista Thais Herédia afirma:

“Claro que a morte do Teori Zavascki também está na mesa dos investidores, eu conversei com vários analistas e gestores de fundos de investimentos, tenho falado com eles desde ontem, e é uma análise bastante fria, porque é uma análise que leva em conta o risco, o custo e o preço dos ativos financeiros que estão sendo negociados agora. A análise é fria porque ela leva em consideração que a morte do ministro Teori Zavascki atrasa toda a avalanche que seria causada pela homologação das delações, a famosa delação do fim do mundo e isso daria mais tempo ao governo do presidente Michel Temer, e à equipe econômica, que carrega uma grande credibilidade a continuar tocando coisas da economia, e abre também espaço para que a reforma da Previdência avance mais”.

“Para além da indecência moral de se comemorar a morte de alguém, o que se vê é uma postura complacente com a corrupção. A demora no julgamento dos envolvidos na Lava Jato ajuda politicamente o governo. Escárnio é pouco!”, afirmou Valente. “Vejam: aqueles que exigem reforma da previdência, o congelamento dos gastos sociais pelos próximos vinte anos, corte nos direitos trabalhistas são os mesmos que comemoram hoje a morte de Teori Zavascki”, disse ainda.

Outro que comemorou a morte de Teori Zavascki foi o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, que disse ontem em Porto Alegre à Folha de S.Paulo: "A morte, por certo, vai fazer com que a gente tenha, em relação à Lava Jato, um pouco mais de tempo agora para que as chamadas delações sejam homologadas ou não".