24.1.17

NEGOCIAÇÃO SALARIAL DOS FRENTISTAS DO MUNICÍPIO DO RJ DEVE COMEÇAR NO PRÓXIMO MÊS

Via SINPOSPETRO-RJ -

SINPOSPETRO-RJ faz levantamento das vendas de combustíveis no Estado do RJ e das perdas nos salários dos trabalhadores em 2016.


Traçar estratégia para avançar na negociação salarial 2017 dos dez mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Município do RJ. Esse é o objetivo da reunião que acontece nesta terça-feira(24) entre o presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, e a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Jéssica Naime, na sede do sindicato, no Grajaú.

Jéssica Naime vai apresentar o levantamento feito pelo DIEESE sobre as vendas de combustíveis no Estado do RJ. A pesquisa mostra também o lucro obtido pelos donos de postos de combustíveis por região. O departamento também elaborou uma planilha com dados mensais das perdas salariais da categoria no ano passado. O cálculo é feito com base na inflação mensal.

Com o levantamento específico para categoria, o presidente do SINPOSPETRO-RJ vai elaborar a estratégia de negociação salarial. Segundo Eusébio Neto, os trabalhadores precisam estar informados sobre o setor de revenda de combustíveis para negociar com os patrões, principalmente nesse momento, de recessão econômica. Em todo o país, o setor econômico já está com o discurso afinado e alega a crise para não conceder aumento real aos trabalhadores. Algumas categorias sofrem, inclusive, com a perda de direitos.

REIVINDICAÇÃO SALARIAL

Os trabalhadores de postos de combustíveis do Município do RJ, com data-base em 1º de março, reivindicam 16,36% de reajuste salarial. Além do aumento, a categoria vai brigar pelo vale-refeição diário no valor de R$ 20,00(vinte reais). Na pauta de renovação da Convenção Coletiva 2017/2019, o sindicato exige um piso salarial de Participação nos Lucros e Resultados(PLR), dividido em duas parcelas e a criação da função caixa, com pagamento de adicional de 50% para o trabalhador.

O SINPOSPETRO-RJ também cobra a criação do adicional de publicidade, quando a empresa exigir a utilização de uniformes contendo propaganda. O sindicato luta ainda pela gratuidade do vales-transportes.

SEGURANÇA E SAÚDE

Na pauta de reivindicação, o sindicato cobra da empresa a lavagem dos uniformes dos trabalhadores, como determina o anexo II da NR 9, em vigor desde setembro do ano passado. Eusébio Neto diz que ao levar o uniforme para lavar em casa, o trabalhador põem risco a saúde de toda a família.

O sindicato também exige o cumprimento da NR 17, com a colocação de assentos para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro. Entre as cláusulas propostas, está a que prevê o afastamento das empregadas gestantes e lactantes de quaisquer atividades, operações ou locais insalubre e periculoso.

*Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ