22.1.17

O IMPEACHMENT DE DILMA E A MORTE DE TEORI ZAVASCKI FORAM PARA ESTANCAR A SANGRIA OU PARA GANHAR TEMPO. CADÊ A LAVA JATO?

EMANUEL CANCELLA -


Diante das frases de Jucá, afastado do governo Temer e um dos articuladores do impeachment de Dilma: “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria(1)” e de outro envolvido na Lava Jato comemorando: “Padilha diz que Governo ganha tempo sem Teori” (2), não precisa ser nenhum Sherlock Holmes mas   “Éelementar meu caro”, ou está na cara: tiraram a Dilma e mataram Teori para estancar a sangria ou para ganhar tempo.

E a lava Jato, chefiada pelo juiz Sérgio Moro, vai ficar calada. Como ficou em relação ao governo tucano de FHC, na Petrobrás, e em relação à gestão do também tucano Pedro Parente na empresa. A Lava Jato, dizendo acabar com a corrupção, na verdade quer mesmo é destruir a Petrobrás para facilitar sua entrega aos gringos. Se quisesse atacar a corrupção teria tomado providências diante das inúmeras delações contra o tucano FHC, na Operação Lava Jato, bem como a gestão devastadora de Pedro Parente na Petrobrás, quando entrega as maiores riquezas do país. Em anexo há um link da cópia da denúncia, feita por mim, ao MPF, em novembro de 2016, pedindo providências contra a  gestão de Parente na Petrobrás e a omissão da Lava Jato em relação a ela (4).

E a hora do divisor de águas, ou a Lava Jato “Estanca a sangria”, em apoio ao golpe ou “Vai dar merda”, como disse, em gravação, o ex-presidente da Transpetro, o preso Sérgio Machado (1).

Devemos também ficar atentos nas dez estratégias de manipulação em massa, utilizadas diariamente contra a sociedade, de Noam Chomsky. Vejamos a segunda. (3)

2 - Criar problemas e depois oferecer soluções

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja aceitar.

Por exemplo: Deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas desfavoráveis à liberdade. Ou também criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

Qualquer semelhança com a atual situação do Brasil não é mera coincidência.

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”