22.1.17

PEDRO PARENTE, COM AUXÍLIO DE MORO, ENTREGA PETROBRÁS A GRINGOS

EMANUEL CANCELLA -


Lava Jato, segundo a mídia, virou uma unanimidade nacional! Isso é caçoar da inteligência dos brasileiros, talvez fazendo alusão ao escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues que dizia que “Toda unanimidade é burra”, entretanto a sociedade já começa a enxergar a verdade e vai perceber que juiz Sérgio Moro pode até ser herói nacional, mas dos EUA.

Aliás, o governo americano o premiou e as suas principais revistas também, Time e Fortune, o exaltaram. Fizeram isso pelos excelentes serviços prestados ao povo americano, entre tantos:

1- Moro chamou os procuradores americanos para investigar a Petrobrás, legitimando a espionagem, contra o Brasil.

2- Os tribunais americanos estão de olho no petróleo brasileiro e querem destruir a Petrobrás e conta com a ajuda incondicional da Lava Jato. Eles assim defendem que a causa da queda das ações da Petrobrás foi a corrupção. Mas isso é uma grande farsa até porque as ações de petroleiras despencaram no mundo todo, não só no Brasil.

E Moro, colaborando com a tese deles, mandou os ladrões da Petrobrás testemunharem, nos tribunais americanos, em favor dos gringos.

Moro, os americanos e o mundo sabem que a queda das ações foi uma tramoia dos EUA e da Arábia Saudita, quando aumentaram drasticamente a oferta de petróleo no mercado, fazendo com que o preço do barril do petróleo de US$ 140 fosse para US$ 30. Os EUA fizeram isso para prejudicar os países produtores, como Rússia, Irã, Brasil e Venezuela. Parece que no Brasil funcionou.

3- Lava Jato e a mídia, incansavelmente, trabalham para desmoralizar a Petrobrás, com o intuito, único e exclusivo, de facilitar sua entrega aos americanos. A Lava Jato fornecia, como num reality show, diariamente informações denegrindo a Petrobrás e o governo Dilma, preparando terreno para o golpe e para a entrega de nossas riquezas. Assim a Globo concedeu a Moro o prêmio de “Homem que faz a diferença”.

4- Nunca quiseram acabar com a corrupção, pois Moro só mostrou a corrupção nos governos do PT, de Lula e Dilma, na Petrobrás. E não mostrou as barbáries cometidas pelos tucanos, isto porque eles fazem parte da panelinha dos que  querem entregar nosso petróleo. A corrupção no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, na Petrobrás, jamais foi mostrada pela Lava Jato, nem com FHC reconhecendo e seu livro, Diários da Presidência, que havia corrupção em seu governo, na Petrobrás. E, com certeza, era infinitamente maior do que no período de Lula e Dilma, só que eles não deixam investigar. O Filho de FHC já foi citado em corrupção na Petrobrás pelo ex-diretor da empresa, o preso Nestor Cerveró, e pelo operador do PMDB, Fernando Baiano. E Moro faz ouvido de Mercador (1,2)!

5- Agora o tucano Pedro Parente está fazendo um feirão com os ativos da Petrobrás. Parece comercial de televisão “Parente ficou Doido”, pois entrega tudo, como vender petróleo do pré-sal do campo de Carcará, sem licitação, a preço de um refrigerante, quando preço do petróleo no mercado internacional está acima de US$ 55 o barril. E a Lava Jato finge que não vê!

O golpe foi dado com  a ajuda dos americanos no Brasil, mas a mídia e os golpistas não aceitam a palavra golpe, inclusive a ministra Rosa Weber interpelou a presidenta Dilma para explicar por que chamou o golpe de “Golpe”. (3).

E, por ordem dos golpistas, não podemos nem  falar de golpe e também não podemos fazer criticas nem ao juiz Sérgio Moro e nem à Lava Jato. Elogiar pode! Como se não bastasse o MPF não quer nem que a Polícia Federal faça críticas a Lava Jato (4).

Eu denunciei, em novembro de 2016, ao MPF, a omissão da Lava Jato em relação ao governo tucano de FHC e à gestão do Pedro Parente na Petrobrás (5). Em dezembro fui intimado pelo MPF, atendendo a pedido do juiz Sérgio Moro, por possível crime contra honra do servidor público (6).

Três meses depois veio a resposta da minha denuncia mandando que eu reenviasse a denúncia seguindo um passa passo lá deles. Nem precisaria de denúncia pois se estão destruindo o patrimônio público, pois envolve a Petrobrás, creio o MPF deveria agir de ofício. E o feirão continua de vento em popa!

No golpe militar, que durou 21 anos, proibiam também de falar ou  escrever determinadas palavras e muitos textos teatrais e músicas foram censurados por isso. No golpe de 2016 é proibido falar ou escrever a palavra golpe, bem como criticar o juiz Moro e a Lava Jato. Detalhe, destruir o país, pode!

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”