20.1.17

POPULAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS SE REÚNEM EM DEFESA DA UERJ [VÍDEO]

ROGER MCNAUGHT -


Diante do cenário avassalador de desmonte da estrutura do serviço público imposto pelo (des)governo do PMDB nas esferas federal e estadual, movimentos sociais convocaram um abraço à UERJ, Universidade Estadual que foi pioneira em políticas de acesso ao ensino superior no estado e no país.

Prontamente, uma multidão compareceu, e mesmo a população que passava ao local a pé ou em veículos expressava apoio repetidas vezes ao movimento que denunciava a covardia perpetrada contra a população. 

Ao microfone, trabalhadores das mais diversas áreas, desde o ensino público até movimentos sociais se manifestaram em defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade e denunciaram que o desmonte vai muito além da educação propondo até mesmo a privatização da CEDAE, responsável pela distribuição de água e coleta de esgoto no Rio de Janeiro.

O que seria trágico se não fosse cômico é o fato de que o desmonte da educação pública, gratuita e de qualidade é um objetivo constante da direita elitista brasileira e já foi desafiado pelo saudoso ex-governador Leonel de Moura Brizola que à sua época enfrentou de peito aberto os inimigos do serviço público de qualidade implementando escolas para a população mais necessitada.  Vê-se hoje que a luta continua nesse patamar delicado e que o ex-governador faz falta pelo seu raciocínio afiado e coragem ao denunciar publicamente os mandatários da destruição do patrimônio popular.

Vale ressaltar que no caso da UERJ, muito além do papel social de inclusão há também outras questões delicadas como o Hospital Universitário que é vital para o atendimento na região e os setores de produção científica notórios por sua qualidade.  O fechamento e/ou privatização afetaria irremediavelmente toda a população do Rio de Janeiro que é atendida pelos serviços diretos e indiretos de todos os setores ligados à universidade.

O ato, que foi realizado de forma pacífica do início ao fim – uma vez que a polícia militar não causou nenhuma obstrução ao ato milagrosamente – terminou de forma satisfatória e toda a UERJ foi cercada pelos manifestantes, sendo abraçada por um cordão humano que cobriu todo o perímetro exterior do campus.

O primeiro movimento popular já foi feito, agora é esperar que ele tenha o impacto necessário para evitar mais essa tragédia planejada contra a população.  Os movimentos sociais estão de olho!

UERJ RESISTE!