17.1.17

TEMER DIZ QUE “NÃO HÁ A MENOR POSSIBILIDADE” DE DELAÇÕES DESESTABILIZAREM SEU GOVERNO; GALVÃO BUENO DEVE 30 MILHÕES DE REAIS A BANCO, DIZ COLUNISTA DA VEJA

REDAÇÃO -

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira que sua maior preocupação é com o desemprego, mas admitiu que a retomada das contratações pode demorar, já que, mesmo com a esperada recuperação da economia, as empresas têm capacidade ociosa a preencher antes de retomarem contratações.

“Nós temos que nos ater muito à questão do desemprego, essa é a principal preocupação, e isto significa o crescimento da economia”, afirmou o presidente em entrevista à Reuters no Palácio do Planalto. No trimestre encerrado em novembro, último dado disponível, a taxa de desemprego do país estava em 11,9 por cento, atingindo um recorde de 12,1 milhões de pessoas.

Otimista, Temer aposta em uma retomada do crescimento econômico no segundo semestre deste ano, mas admite que não deve haver um retorno das contratações no mesmo ritmo.

“Acho que este ano o país cresce a partir do segundo semestre”, disse. “Mas não vamos também nos iludir que logo agora vamos ter a solução para todos os problemas, por uma razão muito singela: muitas empresas demitiram, mas muitas mantiveram sua capacidade ociosa.”

“Então, quando se retoma o crescimento, num primeiro momento as empresas passam a usar essa capacidade ociosa, o trabalhadores que estão lá, e depois começam as contratações”, acrescentou.
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Em um ano que deve trazer à tona mais delações premiadas da operação Lava Jato, que podem atingir diretamente a base do governo, o presidente tentou não mostrar preocupação com os efeitos que as denúncias possam ter sobre sua administração.

Ao ser questionado se há possibilidade das investigações desestabilizarem seu governo, respondeu: “Zero. Não há a menor possibilidade disso.”

As informações das delações da empreiteira Odebrecht reveladas até agora apontam para diversos acusados de irregularidades, incluindo alguns nomes próximos a Temer, entre eles o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Wellington Moreira Franco. Todos negam envolvimento.

No cenário internacional, Temer descartou que o governo possa ter dificuldades com o mandato do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Para o presidente, as relações entre os países são institucionais.
Disse ainda que, embora Trump não tenha assumido, até o momento não está vendo “nenhum gesto que comprometa o investimento norte-americano aqui no Brasil”. (via Reuters)

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Galvão Bueno deve 30 milhões de reais a banco, diz colunista da Veja

Segundo Maurício Lima, editor da coluna “Radar On-line”, da revista “Veja”, o apresentador Galvão Bueno possui uma dívida de 30 milhões de reais com um banco. O texto sugere que a dívida pode ser ainda maior, mas sem dar mais detalhes sobre o assunto. Galvão Bueno possui um dos maiores salários da TV brasileira e contrato com a Rede Globo até a Copa de 2018.

⁠⁠⁠⁠Após repercussão, o próprio Galvão Bueno respondeu ao colunista, explicando que uma das empresas das quais é proprietário possui investimentos de longo prazo que demandam capital intensivo no período de sua implantação. (…)
(via esportefera)