19.1.17

RELATOR DA LAVA JATO, MINISTRO TEORI ZAVASCKI, ESTÁ EM LISTA DE PASSAGEIROS DE AVIÃO QUE CAIU; STF SUSPENDE PUNIÇÃO DE JUÍZA QUE MANTEVE ADOLESCENTE EM CELA COM HOMENS

REDAÇÃO -


Michel Temer e a presidente do STF Cármen Lúcia foram informados de que um avião que saia de São Paulo com destino a Angra dos Reis caiu em Paraty, litoral fluminense. O nome do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), está na lista de passageiros do avião que caiu em Paraty, no Rio de Janeiro, informou a assessoria de imprensa do STF.

O filho de Teori confirmou no perfil do facebook que o ministro estava no avião, pediu que todos "rezem por ele". Três pessoas teriam morrido e apenas um sobrevivente, 50 militares da Marinha e dezenas de bombeiros estão atuando no resgate. Teori é o relator da operação Lava Jato no Supremo. Aguardem mais informações.

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STF suspende punição de juíza que manteve adolescente em cela com homens

O Conselho Nacional de Justiça descumpriu acórdão do Supremo Tribunal Federal ao punir juíza do Pará por ela manter uma jovem de 15 anos presa com homens durante 26 dias, há quase dez anos. Com esse entendimento, o ministro Marco Aurélio suspendeu decisão do CNJ que aplicou pena de disponibilidade à juíza Clarice Maria de Andrade em outubro de 2016. A liminar do ministro foi assinada em dezembro, mas só publicada nesta quarta-feira (18/1).

A adolescente, suspeita de furto, dividiu a cela com cerca de 30 homens na delegacia de polícia de Abaetetuba, em novembro de 2007, sendo espancada e estuprada. Três anos depois, o CNJ chegou a aplicar aposentadoria compulsória à juíza, por entender que ela havia homologado a prisão em flagrante mesmo tendo conhecimento das condições irregulares do local.

A medida foi anulada em 2012, quando o STF concluiu que os documentos levados a Clarice de Andrade na época não informavam a presença da garota no mesmo espaço que presos do sexo masculino. Marco Aurélio, relator daquele acórdão, afastou a imputação de desídia ou dolo e determinou que o CNJ deveria analisar apenas se a juíza praticou falsidade ideológica na assinatura de um documento — ela afirma que determinou expedição de ofício sobre o caso à Corregedoria de Justiça, mas a data está rasurada.

O processo administrativo disciplinar voltou à pauta do conselho em outubro do ano passado, levando à pena de disponibilidade (quando o magistrado fica proibido de exercer suas funções por ao menos dois anos, recebendo vencimentos proporcionais). A defesa foi então ao STF, alegando que os conselheiros voltaram a analisar a desídia.

O voto do relator, Arnaldo Hossepian, diz que Clarice “abdicou deliberadamente do exercício de suas competências, atuando de forma burocrática e indolente, negligenciando em salvaguardar os interesses da mulher e, num segundo momento, de menor inimputável”, além de ter transferido a responsabilidade de inação a um servidor.
(informações Conjur)