1.2.17

1 - CHINA PREPARA MISSÃO BATE-VOLTA À LUA ATÉ O FINAL DO ANO; 2 - SEGREDO DA VIDA NA LUA: CIENTISTAS APRESENTAM PROVAS

REDAÇÃO -

Batizada de Chang'e 5, a missão tem como objetivo coletar e trazer 20 quilos de amostras lunares. A última vez que isso aconteceu foi em 1976, quando a missão soviética LUNA 24 fechou o ciclo de exploração.


O lançamento da Chang'e 5 está programado para o final de novembro de 2017. A espaçonave partirá no topo de um foguete Longa Marcha 5, a partir do Centro de Lançamentos de Wenchang, no sul da China.

A nave Chang'e 5 pesa cerca de 8 toneladas e é composta de quatro partes: orbitador, módulo de pouso, módulo de subida e módulo de retorno. De acordo com a agência espacial chinesa, toda a missão será automática.

Passo-a-passo - Após tocar a superfície, o módulo de pouso coletará amostras do regolito lunar e as colocará em um pequeno compartimento dentro do módulo de subida, que será disparado em direção ao conjunto orbitador-módulo de retorno, ao qual se acoplará.

Após algumas voltas em torno da Lua, o conjunto seguirá em direção à Terra. Durante a viagem, o orbitador se desacoplará do módulo de retorno, que reentrará sozinho na atmosfera da Terra. Em seguida os paraquedas se abrirão e o módulo de retorno descerá suavemente de paraquedas.

Missão Histórica - Se tudo der certo, a missão Chang'e 5 será a primeira missão a trazer amostras da Lua nos últimos 40 anos. A antiga União Soviética executou três missões robóticas similares na década de 1970. A sonda LUNA 16 trouxe, em 1970, 101 gramas de material lunar após pousar no Mar da Fecundidade. Em 1972 foi a vez de a LUNA trazer 55 gramas de regolito das montanhas Apollonius e em 1976 a LUNA 24 trouxe 170 gramas do Mar das Crises.

A NASA foi a que mais trouxe material lunar. Entre 1969 e 1972, a agência estadunidense trouxe mais de 360 quilos de rochas, que foram distribuídas entre centenas de universidades em todo o mundo.

A agência espacial chinesa informou que pretende trazer cerca de 20 quilos de material, entre rochas lunares e amostras de solo. O material será coletado tanto na superfície como de até 2 metros abaixo do solo. (via Apollo11)

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Segredo da vida na Lua: cientistas apresentam novas provas

O cientista Kentaro Terada da Universidade de Osaka do Japão, encontrou junto com seus colegas os primeiros sinais de vida terrestre na Lua, após o estudo dos dados recolhidos durante a missão lunar japonesa Selene.

Segundo as medições feitas pela sonda Selene, o vento solar, um fluxo de plasma expelido pelo Sol, pode transportar consigo grande quantidade de íons e moléculas de oxigênio da atmosfera, comunica o Nature Astronomy.

Segundo os cientistas, é a proporção de isótopos, bem como o grau de oxidação dos íons, que permite detectar o oxigênio tipicamente terrestre de origem biológica, sintetizado por micróbios, algas ou plantas. Esta descoberta explica um dos mistérios mais antigos da Lua, segundo comunicou o cientista.

Se concluiu também que a poeira lunar tem grande quantidade de oxigênio pesado, cuja fonte é a Terra, que "bombardeia" a Lua com grande quantidade de oxigênio cada vez que nosso planeta eclipsa a Lua e o Sol.

No total, segundo as estimativas dos autores do artigo, nos mais de 4 milhões de anos após a formação do Sistema Solar, cerca de 106 milhões de toneladas do oxigênio terrestre teriam sido transportadas para a Lua. (via Sputnik)