13.2.17

1 - COM MEDIAÇÃO DO TRT, ELETRICITÁRIOS DE IPAUSSU-SP E CPFL SANTA CRUZ FECHAM ACORDO; 2 - FORD CONCEDE FÉRIAS COLETIVAS E PARALISA PRODUÇÃO POR 21 DIAS

REDAÇÃO -


O Sindicato dos Eletricitários de Ipaussu, Ourinhos e Região e representantes da CPFL Santa Cruz voltaram a negociar e o Sindicato conseguiu melhorar a proposta para os trabalhadores, isso quanto as alterações no plano de saúde e PLR 2017, reajuste de salários e benefícios como Reembolso Refeição ficaram no valor da primeira proposta e ainda se conseguiu uma melhoria no valor da PLR 2016, que terá um aporte de aproximadamente R$ 500,00 no valor a ser pago em abril próximo. As diferenças salariais e dos benefícios serão pagas retroativas ao mês de novembro/16, já o V.A. - Vale Alimentação retroativo a outubro/16. O ajuste foi obtido em reunião de mediação realizada na tarde da última terça-feira (07/09), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (SP), em Campinas. O encontro foi conduzido pelo juiz auxiliar da vice-presidência do 15º TRT-SP, Dr. Renato Henry Sant’Anna, e pelo desembargador Edmundo Fraga Lopes.

Pelo acordo, as cláusulas sugeridas pelo juiz foram de que o custeio do plano de saúde dos trabalhadores seja por vida, limitado ao teto de 10% do salário base de cada trabalhador, e já o reajuste será de 7,87% sobre salários e benefícios, retroagindo à data-base.

Levada em assembleias nos dias 8 e 9 de fevereiro para deliberação, os trabalhadores aprovaram a proposta. Após a assinatura do acordo a Empresa terá 3 dias para efetuar os créditos.

Para o presidente do Sindicato dos Eletricitários os valores ficaram a bom termo, “Não era exatamente o que queríamos, mas qualquer outro aumento no valor do plano de saúde além dos 10% do salário base, poderia prejudicar o sustento familiar dos trabalhadores”. Paladino enalteceu ainda o bom senso e a serenidade do Dr. Renato Henry Sant’Anna, do desembargador Edmundo Fraga Lopes, que conjuntamente com o Ministério Público do Trabalho e o assessor econômico do TRT-15, Dr. Roberto Koga, trabalharam para se chegar a um acordo, “em nome dos empregados agradeço o empenho e o esforço do TRT e do MPT em busca do ajuste que fosse bom para os trabalhadores e sem prejudicar a empresa, foi uma longa luta, onde tivemos 5 rodadas de negociações, greve de 24 horas e mais três horas de audiência”.


André Paladino destacou ainda a importância da imprensa na divulgação das ações dos trabalhadores, “sem o apoio da imprensa, jornais, rádios e emissoras de TV que nos abriram espaço para mostrar a população o motivo de nossas manifestações, seria mais difícil o sucesso da mobilização, conseguimos conscientizar os cidadãos, que nos apoiaram incondicionalmente, é importante destacar que não houve vencedores e não houve vencidos, a vitória foi de todos, buscamos um mesmo objetivo, que é o fortalecimento e valorização do trabalhador e se o trabalhador está bem, consequentemente a empresa também está, prova disso é a quantidade de prêmios que a CPFL Santa Cruz recebe, é uma das melhores empresas do país em distribuição de energia”. (informações da assessoria de imprensa)

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Ford concede férias coletivas e paralisa produção por 21 dias

Seguindo a General Motors (GM), a montadora Ford também vai conceder férias coletivas de 21 dias a cerca de 3 mil trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo. Eles ficam em casa do dia 6 a 31 de março. Segundo a Ford, a parada ocorre para ajustar o volume de produção à demanda do mercado.

Depois da GM, a Ford é a segunda fabricante com mais operários em lay-off (suspensão de contrato de trabalho). Ao todo, são 710 pessoas, o que equivale a 18% de seus 4 mil funcionários. Desse total, 450 estão afastados desde outubro e 260, desde janeiro de 2016. Esta é a segunda vez em menos de dois meses que a montadora concede férias coletivas. As últimas paradas havia sido entre 26 de dezembro de 2016 e 6 de janeiro de 2017.

GM estende lay-off e concede férias coletivas - Na terça-feira (7), a GM estendeu por 70 dias a manutenção de 751 metalúrgicos da fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, no regime de lay-off.  Há dois anos, esses funcionários estão parados.

O prazo para o fim do lay-off seria nesta quinta-feira (9), mas foi prorrogado até 19 de abril. Paralelamente, a montadora pretende abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV).

A unidade da GM em São Caetano do Sul tem cerca de 9,5 mil trabalhadores que entrarão em férias coletivas de 7 a 26 de março. Com o feriado de carnaval, eles ficarão em torno de um mês sem trabalhar.

A unidade de São José dos Campos também vai conceder férias coletivas para 2,2 mil trabalhadores, do total de 5 mil que atuam na fábrica. Eles interrompem as atividades na próxima segunda-feira (13), mas o retorno está programado para 2 de março.

O cancelamento da exportação de 15 mil veículos pela GM para o México levou a montadora a abrir férias coletivas na fábrica da cidade.

Volkswagen dá folgas estendidas - Incluída no Plano de Proteção ao Emprego (PPE), a unidade da Volkswagen em São José dos Campos adota folgas semanais às sextas-feiras. A parada será condensada em um período corrido, de 22 de fevereiro a 6 de março. Após o retorno, a carga horária será normalizada, de segunda a sexta. A montadora não comenta a interrupção.

As paralisações acontecem após um início de ano considerado positivo pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na segunda-feira (6), a entidade anunciou que a produção de veículos em janeiro cresceu 17,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 174,1 mil unidades fabricadas.

As vendas de veículos, no entanto, registram queda de 5,2% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. “O número de janeiro frustrou as nossas expectativas. Claro que tem a questão da sazonalidade [queda da produção típica do início do ano], mas esperávamos chegar, pelo menos, no mesmo nível de janeiro de 2016”, disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale. A entidade mantém a projeção do setor para 2017. “Continuamos com a previsão de crescimento de 4% na venda de autoveículos novos; 7,2% nas exportações e de 11,9% na produção”, acrescentou Megale.
(via: Agência Brasil)