13.2.17

1 - DATAFOLHA: JOÃO DORIA É APROVADO POR 44% DOS PAULISTANOS; 2 - ESCÂNDALO DA MERENDA EM SÃO PAULO CONTINUA SEM SOLUÇÃO NEM PUNIÇÃO

REDAÇÃO -


O prefeito de São Paulo, João Doria, do PSDB, começou com boa avaliação, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo.

Segundo o levantamento, 44% consideram que o tucano, eleito no primeiro turno, está fazendo uma gestão boa ou ótima. Outros 33% avaliam seu governo como regular, 13%, ruim ou péssimo, e 10% não opinaram. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre os adjetivos positivos, ele é visto como muito inteligente (92%), moderno (83%) e decidido (84%).

De acordo com o levantamento, paulistanos são favoráveis ao grafite, mas contrários à pichação.

Doria pretende ficar apenas dois anos na prefeitura, saindo para concorrer ao governo estadual, em 2018. Caso Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra sejam abatidos pela Lava Jato, ele pretende se oferecer para disputar a presidência da República, como uma espécie de novo Jânio Quadros. (via 247)

***
ESCÂNDALO DA MERENDA EM SÃO PAULO CONTINUA SEM SOLUÇÃO NEM PUNIÇÃO

E continua sem andamento a Operação Alba Branca, que apura desvios e fraudes na merenda escolar no governo de São Paulo, de Geraldo Alckmin. As investigações prosseguem, diz a Folha, mas sem denúncias e ninguém foi punido até agora.

Rolando desde 19 de janeiro de 2016, quando membros da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar - a Coaf - acusaram políticos de troca de propinas por contratos com o governo e municípios, e que o montante era negociado com ex-assessores de Fernando Capez, do PSDB. Todos negam, e as investigações não deram em lugar nenhum nas mãos do Ministério Público Federal, já que as verbas para a compra vinham do governo federal.

No caso de Capez, a investigação foi para a Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, pois que tem foro especial. Assim, por óbvio, todos os suspeitos ligados às fraudes do Estado, tais como ex-assessores de Capez, um cunha, ex-membros do governo e um lobista, também foram assumidos pela Procuradoria Geral do estado.

A Procuradoria, no último passo informado, pediu quebra de sigilo de Capez, que levaram meses para chegar e, conforme diz a apuração da Folha, não revelaram movimentações suspeitas. Mas o mesmo não se deu com os outros. A Coaf afirma que a parte de Capez seria para quitar dívidas da campanha de 2014. Não se deu nenhum passo.

A Assembleia, por seu turno, está investigando os dois ex-assessores de Capez para punição administrativa. O que não ocorreu. E Capez, na Assembleia, teve uma representação contra ele arquivada no dia 8 de fevereiro.

As coisas não devem mudar muito, já que para a eleição de novo presidente da Assembleia Legislativa, deve assumir um outro tucano, Cauê Macris.
(via jornal GGN)

Leia a reportagem da Folha: