11.2.17

1 - MOBILIZAÇÃO DE MULHERES DE PMS PROSSEGUE PELO SEGUNDO DIA NO RIO DE JANEIRO; 2 - MULHERES SEGUEM ACAMPADAS E ESPÍRITO SANTO CONTINUA SEM POLICIAMENTO

REDAÇÃO -


Como não poderia ser diferente, a mobilização das mulheres de policiais militares prossegue pelo segundo dia no Rio de Janeiro. Vários batalhões têm piquetes nas portas impedindo a entrada e saída de viaturas.

Nas ruas da cidade, a presença de carros de polícia é pequena em diversos bairros, o clima de pavor e os boatos não param. A PMERJ informou em nota divulgada neste sábado, que respeita o direito à manifestação pacífica e pediu que as manifestantes não impeçam o direito de ir e vir dos policiais: "A Polícia Militar reitera que respeita o direito democrático de manisfestação pacífica, mas é fundamental que as formas de buscar os nossos direitos não impeçam o de ir e vir dos nossos policiais, nem coloquem em risco as nossas vidas, dos nossos familiares e de toda a população".

O secretário de segurança do Rio, Roberto Sá, disse na noite de ontem (10) que o governo deverá pagar o salário atrasado na próxima terça-feira (14) e que poderá pagar o 13º salário atrasado se os projetos encaminhados pelo governo à Assembleia Legislativa forem aprovados, entre eles a venda da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), o que permitirá a liberação de R$ 3,5 bilhões do governo federal. Durma-se com esse barulho...

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Mulheres seguem acampadas e ES continua sem policiamento

As mulheres dos policiais militares seguem acampadas em frente ao Quartel Central da corporação em Vitória, impedindo a saída dos PMs. Assim, o policiamento segue não acontecendo mesmo após o anúncio de acordo entre Governo do Estado e quatro associações da Polícia Militar, realizado no início da noite de sexta-feira, 10.

O acordo previa que os PMs voltariam ao trabalho às 7h da manhã deste sábado, mas o grupo de mulheres permanece diante do portão do batalhão impedindo a saída. Uma fila de carros particulares com PMs fardados se formou na rampa de saída, pelo lado de dentro do batalhão, mas nenhum conseguiu sair.

Na sexta-feira à noite, presidentes da Associação de Cabos e Soldados (Acs), da Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM e Bombeiro Militar (Asses), do Clube dos Oficiais e Associação dos Bombeiros Militares (ABM) assinaram documento que previa o fim do movimento a partir das 7 horas de hoje. O major Rogério Fernandes Lima, do Clube dos Oficiais, alegou que as associações estavam com dificuldade de diálogo com as mulheres do movimento. (via Estadão)