21.2.17

1 - REFORMA DA PREVIDÊNCIA SERÁ ALTERADA POR PRESSÃO POPULAR, DIZ DIRETOR DO DIAP; 2 - AS MANIPULAÇÕES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA [VÍDEO]; 3 - TRAVOU A ASSINATURA DE ACORDO DOS ELETRICITÁRIOS DE IPAUSSU-SP

REDAÇÃO -


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que institui a reforma da Previdência, promove o “desmonte” de direitos do contribuinte. Essa é a opinião do jornalista, analista político e diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antônio Augusto de Queiroz, para quem diversos pontos da proposição, já em fase de debates em comissão especial instalada na Câmara, são negativos. Nada que a pressão popular não possa conter, diz o especialista, ao mencionar a ampla maioria da base aliada de Temer no Congresso. Para ele, não se trata de uma reforma da Previdência, mas de um desmonte. “Reforma é para melhorar”, justifica.

Considerando a pressão popular que haverá – porque a população vai se dar conta do quanto essa reforma é dura, e que estão querendo fazer o ajuste somente em cima de assalariados, de segurados da Previdência e de quem vive de prestação do Estado –, a pressão vai ser de tal ordem que os parlamentares tendem a modificar essa proposta, tirar os seus efeitos mais perversos”, prevê Antônio Augusto, diretor de Documentação do DIAP.


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As manipulações da Reforma da Previdência

Vídeo explica como o processo atual de desconstrução do sistema previdenciário promovido pelo atual governo federal chefiado por Michel Temer promove muita desinformação sobre a questão.

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Assinatura de acordo dos eletricitários de Ipaussu travou. Trabalhadores continuam sem reajuste desde novembro de 2016

No último dia 07 de fevereiro, os eletricitários de Ipaussu, Ourinhos e Região com mediação do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, entraram em acordo com a CPFL Santa Cruz. Ocorre que faltando apenas a assinatura para concretizar acordo e enfim os trabalhadores receberem o reajuste que é devido desde novembro, não se chega a um consenso quanto aos limites dos indicadores das metas da PLR para 2017.

A CPFL Santa Cruz quer reduzir o valor das metas, colocando um impasse, já que o Sindicato é contrário a esta medida. Segundo André Paladino (foto), presidente do Sindicato, isso está prejudicando os trabalhadores, “desde a aprovação da contra proposta da Empresa nas assembleias realizadas nos dias 8 e 9 de fevereiro, estamos discutindo com a CPFL o texto do novo ACT, faltando apenas a questão dos indicadores e metas da PLR 2017, uma vez que a Empresa propõe reduzir: DEC de 7,52 para 6,36, FEC de 5,45 para 4,30 e ocorrências emergenciais de 8.037 para 8.000, com esta alteração pela CPFL Santa Cruz será muito difícil para os trabalhadores atingirem as metas neste ano.

Sem informações, o presidente do sindicato afirma ainda que possui apenas os indicadores de 2016 do DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora, o corte de energia) que foi de 5,65 e do FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora, quantas vezes a energia é cortada) que é 4,09 no índice, já os outros indicadores foram omitidos pela CPFL Santa Cruz.

Paladino afirma que “ A Participação nos Lucros e Resultados da CPFL Santa ‘muda a cabeça do trabalhador’, isso faz com que cada um deles possa acompanhar os resultados da companhia e trabalham motivados, onde o trabalhador ‘veste a camisa da empresa’ ”.

Sem assinar o acordo, os trabalhadores continuam sem o reajuste, pois a liberação do pagamento das diferenças salariais somente será efetivada após assinatura do acordo, porém, não podemos colocar em risco a PLR.

O presidente do Sindicato informou que já comunicou a Empresa oficialmente, solicitando que a mesma reveja sua posição. Estamos em constante contato com os representantes da CPFL Santa Cruz, buscando formas de resolver o impasse da PLR, “estamos discutindo com a empresa, assim que tivermos uma definição os trabalhadores serão os primeiros a serem informados”.
(via assessoria de imprensa)