18.2.17

A LIÇÃO PARA LULA E DILMA

EMANUEL CANCELLA -


Na Venezuela, o golpe não acontece! Será por quê? O saudoso presidente Hugo Chávez indicou, para as forças armadas e para os tribunais superiores, pessoas comprometidas com o Bolivarismo.

O Congresso venezuelano bem que tentou afastar Chaves e seu  o sucessor, Nicholas Maduro (2), mas esbarrou na corte superior e nas forças armadas.

Maduro também se aproximou da Rússia, que vai atualizar as forças armadas venezuelanas, recebendo petróleo como pagamento. Assim, sem prejudicar suas reservas, as maiores do mundo, Maduro ainda angariou apoio de uma superpotência.

Isso tudo para barrar os sonhos dos americanos em se apoderar de seu petróleo e acabar com a soberania venezuelana. Tentaram agora em 2016 derrubar Maduro, como também em 2002, com o golpe de 47 horas dos EUA, contra Chavez (1).

Se Chavez e Maduro praticam essa política de Estado para proteger seu país, o golpista Michel Shell Temer, sem nenhum pudor, faz o mesmo para salvar sua própria pele e a de seus comparsas, como aparelhar o STF ao indicar Alexandre Moraes, o que é um escárnio.

E se Chaves controla as forças armadas e os tribunais para defender seu petróleo e a soberania de seu país, o golpista Temer faz o contrário, entrega nosso petróleo aos EUA e seus aliados; retoma a base de Alcântara sob o controle dos EUA; destrói os direitos trabalhistas e previdenciários e acaba com a previdência pública, para favorecer banqueiros e os grandes empresários.

Os golpistas, para barrar qualquer possível reação, prendem o almirante responsável pelo desenvolvimento do submarino atômico, como também destrói a Odebrechet, responsável pela construção do submarino e o desenvolvimento de mísseis de curto e longo alcance.

Fica o exemplo para o sucessor de Lula e Dilma: colocar em posições estratégicas, principalmente, na vice-presidência, nos ministérios, no STF e nas Forças Armadas pessoas sem nenhum compromisso com suas propostas de governo é alimentar o golpe!

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”