21.2.17

ABI & RECORD ATUAM EM ESCALA CONTINENTAL

ANDRÉ MOREAU e MÁRIO A. JAKOBSKIND -


A diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), presidida por Domingos Meirelles, um jornalista que tem contrato exclusivo com a Rede Record, se soma aos esquemas midiáticos conservadores que declaram guerra ao governo da Venezuela.

A complexidade dessa guerra midiática promovida por empresas como CNN contra a Republica Bolivariana da Venezuela, envolve a transmissão de uma novela que denigre a reputação do líder Hugo Chaves que no Brasil, através da transmissão de especiais, é repercutida pela Record, focando a miséria de pessoas atingidas por tais campanhas de lavagem cerebral.


A mais recente ofensiva da CNN, reproduzida no site da ABI, divulga reportagem totalmente inverídica, segundo a qual a Embaixada venezuelana em Bagdá estaria vendendo passaportes para supostos terroristas do chamado Estado Islâmico por 15 mil dólares.

Como resposta a essa declaração de guerra com o visível objetivo de desestabilizar o governo, o Presidente Nicolás Maduro decidiu impedir a divulgação na Venezuela da emissora CNN que emite em língua espanhola.

Foi uma gritaria infernal por parte da mídia comercial conservadora, a qual teve o apoio irrestrito da atual diretoria da ABI, que divulga em seu site, não de hoje, matérias pretensamente informativas de fontes duvidosas e com o claro objetivo de desestabilizar o governo bolivariano.

Além da Record, integra o conglomerado privado do empresário Edir Macedo, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que tenta se instalar na Venezuela, desde os anos noventa, contrariando preceitos teológicos que dizem respeito ao enriquecimento como, por exemplo, práticas supostamente de ressocialização em presídios públicos privados (PPPs), como os administrados pela empresa Umanizzare na região Norte do Brasil.


Além dessa entrada de recursos públicos, o poder da IURD se multiplica em operações junto a veículos de radiodifusão de massas, com contratações em canais abertos e fechados feitos através do complexo de empresas associadas que adotam fundamentos religiosos, mas operam com fins econômicos, com altos faturamentos oriundos de doações/anúncios, dos programas de TV.

O site da ABI que havia deixado de dar vez e voz a quem pensa diferente do patronato conservador passou a se manifestar histericamente através da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), desde 2013, quando o presidente Maurício Azêdo, foi traído e morto, agora, além de reproduzir matérias divulgadas com destaque pela mídia comercial conservadora, certamente terá outros meios de recursos.

Assim a ABI, presidida por Meirelles, vai cumprindo o lastimável papel de correia de transmissão de grupos nacionais e internacionais mobilizados para reforçar os esquemas golpistas que se manifestam não só no Brasil, como também em outros países latino-americanos, sempre em conformidade com os interesses dos Estados Unidos.

Hoje operando com requintes de tecnologia informática que Celso Kely, não tinha em 1964, a ABI vem fazendo escola em matéria de golpes em escala continental, afinal no golpe de 1º de abril, quando o Estádio Caio Martins, em Niterói, foi transformado no primeiro campo de concentração da América Latina, o modus operandis reproduzido no Chile, no Estádio Estadual do Chile, onde o músico Vitor Jarra, teve suas mãos decepadas, num misto de terror e propaganda, o recrudescimento do regime foi reprovado a nível mundial.

Toda vez que pode a diretoria da ABI, em conluio com entidades representativas do patronato conservador, manipula, inventa situações, cria vítimas onde apenas agem provocadores ou, delinqüentes, segue a cartilha dos treinamentos anti terrorismo que vêm sendo ministrados por estadunidenses no Rio de Janeiro.

O caso específico citado na matéria, sobre a venda de passaportes no Iraque, é uma falsificação grosseira da história, visando enganar incautos e tentando incutir junto a opinião pública que o governo bolivariano fere a liberdade de imprensa, ao impedir uma emissora de televisão estadunidense, com sede em Atlanta, de continuar transmitindo mentiras repetidas sobre a Venezuela.

Vale repetir que campanhas dessa natureza repetidas no site da ABI acontecem constantemente. Jornalisticamente, trata-se simplesmente, do fato da diretoria da entidade ignorar opiniões diferentes das notas divulgadas no site. Ou seja, aderem em gênero, número e grau ao pensamento único, tão em voga e que se amplia na mídia comercial conservadora.

Além da mentira sobre a venda de passaportes para terroristas no Iraque, nos últimos dias foi noticiado nos jornalões e telejornalões nacionais e pelo mundo afora, com destaque na América Latina, que o vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, foi acusado e sancionado pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos de ser "traficante de drogas internacional".

O Presidente Nicolás Maduro exigiu que o governo estadunidense de Donald Trump, se retratasse imediatamente da acusação infundada que se insere no contexto de propaganda de guerra contra a Venezuela.

Não há mais dúvidas de que ocorre um esquema de guerra midiática conservadora contra o governo de Nicolás Maduro e quando ele se defende investem contra a Venezuela os mais diversos setores que querem o país bolivariano seguindo incondicionalmente os mesmos setores que colocaram o golpista Michel Temer no poder para levar adiante um projeto de subserviência ao capital internacional. E a ABI presidida por Domingos Meirelles faz parte do esquema, como demonstra o site da entidade (ABI).

*Mário Augusto Jakobskind, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Universidade Federal Fluminense. **André Moreau, Jornalista e Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, UFF/Fonte:  blog Jornal da ABI.


---
Leia também:

- GOLPISTAS PREOCUPADOS COM A CIRCULAÇÃO DE JORNALISTAS CREDENCIADOS NO PALÁCIO DO PLANALTO E COM AS ATAS DA ABI