14.2.17

ENAPETRO É ENCERRADO E ESTRATÉGIAS DE LUTAS SERÃO ELABORADAS [VÍDEOS]


Numa bela manhã de domingo (12), sob o sol de 33°, cerca de 150 petroleiros estiveram presentes no 1º Encontro Nacional dos Petroleiros – Enapetro, realizado na sede do Sindipetro-LP, Santos-SP.

Eram 10 horas da manhã e as pessoas não paravam de chegar. Na mesa de abertura, os dirigentes sindicais, Rafael Prado (SINDIPETRO-SJC), Eduardo Henrique (SINDIPETRO-RJ), Agnelson Camilo (SINDIPETRO PA/AM/MA/AP), José Alberto Azevedo (SINDIPETRO-SJC) e José Luciano (SINDIPETRO-AL/SE) falaram sobre a venda de ativos e as tentativas de retirar direito dos trabalhadores e fizeram as honras da casa.


Uma euforia tomava conta do teatro, à espera da primeira mesa de debates: exposição sobre a Reforma Previdenciária.

Daniel Romero, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Socioeconômicos – IBEPS - fez os participantes pensarem em como o Brasil pode ter chegado, em tão pouco tempo e com tamanha facilidade, ao limiar da destruição da maior ferramenta de distribuição de renda do país, a Previdência Social.

Mas, ao mesmo tempo, Romero demonstrou que não é preciso forçar muito o raciocínio para entender que a iniciativa faz parte do plano maléfico para acabar com a CLT no Brasil.

Segundo ele, com a reforma da Previdência, “para o sujeito ter direito a aposentadoria integral, vai ter que começar a trabalhar aos 16 anos de idade.” Na prática, “é como se o governo estivesse penalizando a população por estar envelhecendo. E pior, se a reforma for concretizada, vamos ter um país ainda mais desigual”, completou.


Em seguida, o debate concentrou-se em torno da Petros. Agnelson Camilo – SINDIPETRO-PA/AM/MA/AP, Fernando Siqueira – AEPET e Silvio Senedino, conselheiro da Petros compuseram a mesa.

Como um grande livro aberto, os três palestrantes, sem esgotar o assunto, foram desfolhando as complexidades que envolvem o tema. Veja o vídeo com Senedino.


Mas, o tema sobre venda de ativos da Petrobrás assolava os participantes. Christian Alejandro Queipo, engenheiro de Processamento Pleno da Petrobrás e vice-diretor Administrativo da AEPET,  falou sobre a importância das fontes de energia não renováveis e afirmou que o imperialismo está por trás da apropriação do valor excedente do petróleo,  em busca da privatização da Petrobrás.

“As sociedades usam a inteligência (e a violência) a fim de obter acesso às fontes de energia… em detrimento de outras sociedades e de todas as espécies que competem conosco por recursos”, explicou.

Posteriormente, Fernando Siqueira, vice-presidente da AEPET, um dos maiores especialistas em petróleo, discorreu sobre a importância do pré-sal para o país. Na opinião dele, a Petrobrás é a maior empresa brasileira e o pré-sal é a maior riqueza que Brasil já teve em toda a sua história. Portanto, a estatal tem uma função estratégica importantíssima que é desenvolver tecnologia, além de gerar empregos e tecnologias para as empresas nacionais. “As outras empresas trazem de fora o trabalho, o projeto e os equipamentos. Por isso, se uma multinacional explorar o nosso petróleo, o Brasil vai perder muito”, explicou.

Em mais de 30 minutos depois, a advogada do SINDIPETRO AL/SE, Dra. Raquel Sousa, traçou os passos inconstitucionais da direção da empresa para entregar a Petrobrás aos estrangeiros. Ela também apresentou avaliações dos impactos das vendas dos ativos na sociedade brasileira.

Em retrospecto, a advogada falou sobre as liminares, uma iniciativa da FNP, que têm barrado a venda de ativos. Neste momento, deu para perceber uma combinação de orgulho e admiração estampado nos rostos dos presentes.

Minutos depois, petroleiros expuseram propostas para os administradores da mesa de debates, que se mostraram interessados em discutir as sugestões. Para tal, nesta segunda-feira (13), a diretoria da FNP vai estar reunida na sede do SINDIPETRO-LP para avaliar as propostas e traçar novos passos.

*Fonte: Federação Nacional dos Petroleiros - (FNP)