17.2.17

FRENTISTAS DE MG EM NEGOCIAÇÃO COLETIVA IRÃO À JUSTIÇA CONTRA RETIRADA DE DIREITOS

Via FENEPOSPETRO -


Em Minas Gerais, voltaram às negociações coletivas nesta quinta-feira, 16/02, representantes dos 40 mil trabalhadores em postos de combustíveis e lojas de conveniência, categoria que tem data-base em 1° de novembro, e a bancada patronal (Minaspetro). A reunião, a quarta desde o início da rodada de negociação dos frentistas, representados no estado de Minas Geriais por cinco sindicatos e  Federação Nacional (Fenepospetro), terminou indefinida.

A Minaspetro, além de não expor contraproposta à pauta de reivindicações, reiterou no encontro posição pela retirada da Convenção Coletiva do direito dos trabalhadores ao  descanso semanal remunerado de um (1) domingo, e pela criação do banco de horas no lugar do atual regime de horas-extras. Os sindicalistas, além da recusa à ideia, mantiveram na mesa as reivindicações de reajuste de 12% sobre o salário, que é hoje de R$ 1.247,95 (já incluso os 30% de periculosidade), cesta-básica de R$ 130,00, aumento dos atuais R$ 660,00 para  valor equivalente a 1 piso da categoria sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR),  além da aprovação  de vale-refeição de R$ 12,00 por dia trabalhado.

Durante o encontro, Francisco Soares de Souza, presidente do Sinpospetro-Campinas/SP, representando na reunião a Fenepospetro, entidade da qual é vice-presidente, ressaltou o caráter histórico das conquistas agora no centro dos ataques dos patrões, ao comparar a trajetória  de mais de duas décadas de luta da categoria, com o período de apenas cinco anos que salvaguarda os direitos em questão: o domingo remunerado e o regime de horas extras, na Convenção Coletiva dos frentistas de Minas Gerais: “Peço que reflitam, pois essa posição de vocês contraria não só os interesses dos trabalhadores deste estado, mas também as diretrizes comuns à categoria de todo o Brasil”, afirmou, dirigindo-se ao  negociador da Minaspetro e aos quinze donos de postos de combustíveis presentes.

Por fim, a reunião de negociação coletiva, finalizada sem registro em Ata devido à permanência do impasse, deverá ter sua continuidade no âmbito da Justiça do Trabalho : “ Já são quatro meses de negociações sem avanços; o dissídio coletivo é agora a alternativa, mas ainda esperamos que uma reunião com propostas,  nos próximos dias, possa resultar em uma nova saída” disse  o presidente do Sinpospetro-BH, Possidônio Valença.

*Assessoria de Imprensa da Fenepospetro