9.2.17

HÁ TRÊS ANOS ATRÁS

MARINO D ICARAHY -


Eu escrevi um post no facebook onde analisava o trágico episódio que vitimou o cinegrafista da Band, Santiago Andrade.

Para mim, desde o primeiro momento, se crime houve, foi do empregador do jornalista, de mandar seu profissional para cobrir um conflito entre polícia e manifestantes sem um sequer equipamento de segurança individual (EPI) e do Estado, que cada vez mais reprime de forma violenta as manifestações políticas de toda ordem. Guardadas as proporções, é um cenário de guerra, com uso de armas menos letais e, às vezes, até letais. É tiro, porrada e bomba de forma generalizada, com o objetivo de dispersar a manifestação.

Esse mesmo Estado, no caso o do Rio de Janeiro, então sob o comando de Cabral e sua camarilha, aproveitou-se dessa oportunidade, para criminalizar de forma cruel e gravosa os jovens Caio Silva e Fabio Raposo, por homicídio triplamente qualificado, acusação esta que está sub judice no STF, sob a batuta dos Drs. Antonio Pedro Melchior e Wallace Martins.

Logo após o fato trágico, ressaltava eu naquele post que o e tratamento dado ao episódio, nos dava uma prévia do que ainda estava por vir.

Não deu outra, vimos o que aconteceu na Copa e nas Olimpíadas, tanto em relação aos desmandos como em relação à repressão estatal e a criminalização dos manifestantes.

Hoje, com Cabral e sua quadrilha sob debacle, com a derrubada do PT, e com todas as operações em curso contra a corrupção, se enfraquece a força dessas criminalizações.

Não é admissível que Caio e Fábio, estando com pedido de absolvição pelo próprio MP no processo dos 23 e com sua acusação no processo da morte do cinegrafista sub judice, ainda estejam sujeitos às medidas cautelares excessivas e inconstitucionais a eles aplicadas.

Também vai caindo como um castelo de cartas todas as acusações feitas aos 23 naquele kafkiano processo.

LUTAR NÃO É CRIME!
PELA EXTINÇÃO DE TODOS OS PROCESSOS E PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS!