11.2.17

JUIZ IMPEDE JORNAL DE DIVULGAR DADOS DE CELULAR DE MARCELA TEMER; HACKER AMEAÇOU JOGAR NOME DE TEMER ‘NA LAMA’ COM DIVULGAÇÃO DE ÁUDIO

REDAÇÃO -


O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, determinou em liminar que a Folha de S. Paulo se abstenha “de dar publicidade a qualquer um dos dados e informações obtidas no aparelho celular” de Marcela Temer, mulher do presidente da República, Michel Temer, sob pena de multa de R$ 50.000.

A Folha publicou uma matéria às 18h45 revelando o teor das mensagens de extorsão enviadas por Silvonei de Jesus Souza à primeira-dama. O conteúdo consta do inquérito policial anexado à ação penal de Souza, que não está mais sob segredo de Justiça. A ação foi protocolada às 17h47 e a liminar foi expedida às 18h56.

Numa das mensagens divulgadas, o hacker diz: “Pois bem como achei que esse video joga o nome de vosso marido [Temer] na lama. Quando você disse q ele tem um marqueteiro q faz a parte baixo nível… pensei em ganhar algum com isso!!!!”.

A apuração do caso foi coordenada pelo então secretário de Segurança Pública de São Paulo Alexandre de Moraes. Moraes, que atualmente é ministro da Justiça licenciado, foi indicado por Temer na segunda-feira (6/2) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). No inquérito, não constam os nomes de Temer e Marcela, que foram chamados respectivamente de Tango e Mike.

A Folha ainda não foi notificada da decisão e, até a publicação desta matéria, a reportagem permanecia no ar. Segundo o texto publicado pelo jornal, a assessoria da Presidência da República afirmou que a frase escrita pelo hacker está “fora de contexto, misturando assuntos e referências para fins de chantagem e extorsão”. (via Jota)

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Hacker ameaçou jogar nome de Temer ‘na lama’ com divulgação de áudio

Um áudio usado por um hacker para tentar extorquir dinheiro da primeira-dama, Marcela Temer, em abril do ano passado, jogaria o nome do então vice-presidente, Michel Temer, “na lama”, segundo ameaça do criminoso.

O áudio, furtado de um celular de Marcela clonado pelo hacker Silvonei de Jesus Souza, era uma mensagem de voz de WhatsApp enviada originalmente por ela ao irmão, Karlo Augusto Araújo.

Todo o conteúdo de um celular e contas de e-mail de Marcela foram furtados por Souza.

“Pois bem como achei que esse video [na verdade, áudio] joga o nome de vosso marido [Temer] na lama. Quando você disse q ele tem um marqueteiro q faz a parte baixo nível… pensei em ganhar algum com isso!!!!”, escreveu o hacker a Marcela, pedindo-lhe R$ 300 mil para não divulgar o arquivo.

O hacker foi condenado em outubro a 5 anos e 10 meses de prisão por estelionato e extorsão e cumpre pena em Tremembé (SP).

“Tenho uma lista de repórteres que oferecem [R$] 100 mil cada pelo material”, continuou o criminoso, em mensagem enviada a Marcela. As mensagens de texto entre o hacker e Marcela constam do processo contra ele, que teve o sigilo levantado recentemente.

“Você acha que isso prejudicaria alguém? Então, você quer dinheiro por causa desse áudio?”, respondeu a primeira-dama, acrescentando ser “do bem” e que o áudio era “montagem”.

O hacker responde: “Sabe q não é montagem, não tem cortes. É a sua voz se identificando que estudava no Porfírio. Não existe como fazer montagem assim”, replicou o criminoso. Escola Estadual General Porfírio da Paz é o nome de onde Marcela estudou na infância, em Paulínia (SP).

O episódio do hacker foi amplamente noticiado, mas com foco na chantagem para que não fossem divulgadas fotos familiares de Marcela, que também estavam no celular clonado. (via folha)