14.2.17

NEGOCIAÇÃO SALARIAL 2017 DOS FRENTISTAS DO MUNICÍPIO DO RJ SERÁ ABERTA HOJE

Via  SINPOSPETRO-RJ -

SINPOSPETRO-RJ reivindica aumento real nos salários e tíquete-refeição para os trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Município do RJ.


A Negociação salarial dos dez mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Município do RJ será aberta nesta terça-feira(14). A categoria, com data-base 1º em março, reivindica aumento real nos salários; vale-refeição; um piso salarial de Participação nos Lucros e Resultados(PLR), implantação da função caixa e reajuste do vale-alimentação.

O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, diz que a falta de uma política no país que valorize a mão de obra, motor da economia, tem provocado conflitos diários na relação entre o capital e o trabalho. Apesar do setor empresarial usar a crise econômica para não conceder aumento real, Eusébio Neto afirma que o sindicato vai continuar lutando por melhorias salariais e conquistas para categoria.

Ele conclama os trabalhadores para se manterem mobilizados, já que várias categorias no país estão encontrando dificuldades para avançar nas conquistas e ainda são sendo ameaças de perdas de direitos. “O sindicato sozinho não tem condições de fazer muita coisa, a força do trabalho está na união e a do capital está no dinheiro”.

REIVINDICAÇÕES - O SINPOSPETRO-RJ reivindica para os trabalhadores aumento salarial de 16,36%. Além do aumento salarial, os trabalhadores exigem vale-alimentação no valor de R$ 300, um piso salarial da categoria de Participação nos Lucros e Resultados(PLR), vale-transporte gratuito e tíquete-refeição diário de R$ 20,00, reivindicação antiga da categoria.

ADICIONAL - O sindicato também vai lutar para incluir na Convenção Coletiva a função caixa, com pagamento de adicional de 50% para os frentistas que acumulam a responsabilidade de guardar o dinheiro da empresa. O presidente do SINPOSPETRO-RJ diz que o trabalhador não ganha para ser caixa, que é uma função de risco. “Qualquer diferença é descontada do empregado que ganha pouco e ainda tem que pagar falta de caixa, isso é um absurdo.”

A pauta prevê ainda o pagamento de 40% de adicional de propaganda, quando a empresa exigir a utilização de uniformes contendo publicidade.

SEGURANÇA E SAÚDE - Na pauta de reivindicação, o sindicato cobra da empresa a lavagem dos uniformes dos trabalhadores, como determina o anexo II da NR 9, em vigor desde setembro do ano passado. Eusébio Neto disse que ao levar o uniforme para lavar em casa, o trabalhador põem risco a saúde de toda a família.

O sindicato também exige o afastamento das funcionárias gestantes e lactantes de qualquer atividade, em locais insalubre ou periculoso, a partir da comunicação do estado de gravidez ao empregador, até a liberação do médico. O SINPOSPETRO-RJ também pleiteia o cumprimento da NR 17, com a colocação de assentos para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro. “Hoje está comprovado que trabalhar muitas horas em pé pode causar problemas sérios à saúde. As normas regulamentadoras existem para serem cumpridas e nós estamos cobrando dos patrões, desde o início de 2016, a instalação dos bancos”, diz Eusébio Neto.

SETOR DE COMBUSTÍVEIS - Estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) a pedido do SINPOSPETRO-RJ, aponta que mesmo com a queda nas vendas de combustíveis, as empresas conseguiram recuperar parte das suas receitas com a margem de lucro por litro comercializado. No acumulado de 2016, as receitas do comércio varejista de combustíveis cresceram 1,5% e, ao longo dos últimos doze meses, o aumento foi de 2,8%.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ