22.2.17

NEGOCIAÇÃO SALARIAL DOS TRABALHADORES DOS POSTOS DO MUNICÍPIO DO RJ COMEÇA NESTA QUARTA

Via SINPOSPETRO-RJ -

Os frentistas reivindicam 16,36% de aumento salarial, além do vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados(PLR), e tíquete-refeição.


Será aberta hoje (22), às 14h, a negociação salarial dos dez mil trabalhadores dos postos de combustíveis e lojas de conveniência do Município do Rio de Janeiro. O encontro entre os representantes do SINPOSPETRO-RJ e do SINDCOMB (Sindicato Patronal) é cercado de expectativa, já que a reunião da semana passada foi adiada pelos representantes dos patrões. A categoria, com data-base em 1º de março, luta pela valorização do salários e melhores condições de trabalho.

O SINPOSPETRO-RJ reivindica para os trabalhadores aumento salarial de 16,36%. Além do aumento salarial, os trabalhadores exigem vale-alimentação no valor de R$ 300, um piso salarial da categoria de Participação nos Lucros e Resultados(PLR), vale-transporte gratuito e tíquete-refeição diário de R$ 20,00, reivindicação antiga da categoria.

SEGURANÇA E SAÚDE - O presidente do SINPOSPETRO-RJ, Eusébio Pinto Neto, diz que o sindicato pretende avançar nas questões sociais e no cumprimento das normas regulamentadoras que garantem mais segurança e saúde para o trabalhador. Na pauta de reivindicação, o sindicato cobra da empresa a lavagem dos uniformes dos trabalhadores, como determina o anexo II da NR 9.

O sindicato também exige o afastamento das funcionárias gestantes e lactantes de qualquer atividade, em locais insalubre ou periculoso, a partir da comunicação do estado de gravidez ao empregador, até a liberação do médico. O cumprimento da NR 17, com a colocação de assentos para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro, também é exigida na pauta de reivindicação.

FUNÇÃO CAIXA - O sindicato também vai lutar para incluir na Convenção Coletiva a função caixa, com pagamento de adicional de 50% para os frentistas que acumulam a responsabilidade de guardar o dinheiro da empresa. O presidente do SINPOSPETRO-RJ diz que o trabalhador não ganha para ser caixa, que é uma função de risco. “Qualquer diferença é descontada do empregado que ganha pouco e ainda tem que pagar falta de caixa, isso é um absurdo.”

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa, Sinpospetro-RJ