11.2.17

SINDICATO DOS FRENTISTAS DO ESPÍRITO SANTO VAI À JUSTIÇA PARA GARANTIR A SEGURANÇA DA CATEGORIA

Por ESTEFANIA DE CASTRO -

O presidente do Sindicato dos Frentistas do Espírito Santo, Wellington Bezerra (à direita) reunido com o corpo jurídico da FENEPOSPETRO, coordenado pelo advogado Hélio Gherardi.
Apesar do direito à vida estar garantido na carta magna do país - a Constituição Federal - a ganância e a avareza de alguns empresários colocam em risco a integridade física dos trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência no Estado do Espírito Santo. Mesmo com a determinação do Ministério Público do Trabalho para que as empresas não exijam a presença dos funcionários nos postos de trabalho, por causa da onda de violência que tomou conta do Estado, postos de combustíveis insistem em abrir, até nos bairros e cidades, onde governo estadual decretou toque de recolher.

Na guerra, que já dura uma semana e fez mais de uma centena mortos no Espírito Santo, a ambição do dono do posto está acima de tudo. Por egoísmo, o empresário não libera o funcionário, mesmo com a venda de combustíveis reduzida. O comércio fechou, os ônibus não circulam a sociedade está encarcerada dentro de casa, mas o posto, entregue aos vândalos, está aberto. Esse é um ato cruel, mercenário e desumano.

Segundo Wellington Bezerra, os trabalhadores estão sofrendo assédio moral e são ameaçados de perder o emprego, caso faltem ao trabalho. O Sindicato encaminhou na última segunda-feira(6), ofício ao SINDIPOSTOS-ES (Sindicato Patronal) solicitando a liberação dos funcionários de postos de combustíveis mais cedo. O Sindicato Patronal também fez a mesma orientação aos donos de postos, mas as recomendações não surtiram efeito.

O Sindicato dos Frentistas do Estado do Espírito Santo já está tomando providências judiciais para coibir esse desrespeito e essa falta de humanidade com os trabalhadores de postos de combustíveis. Nesta sexta-feira(10), o presidente da entidade, Wellington Bezerra, se reuniu com o consultor jurídico da Federação Nacional dos Frentistas (FENEPOSPETRO), Hélio Gherardi, para tomar providências cabíveis contra esse abuso que vai além da exploração da mão de obra.

Para Wellington Bezerra, a segurança da categoria está acima de qualquer coisa. “Não podemos expor os trabalhadores, até porque o posto de combustível pode ser usado por vândalos para compra de produtos inflamáveis. A vida do frentista está acima de tudo e vamos cobrar na justiça essa imoralidade praticada por alguns patrões’'.

* Estefania de Castro, jornalista sindical.


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COMUNICADO do SINPOSPETRO-ES

Boa noite colegas trabalhadores em Postos de Combustíveis,

Todos nós estamos passado por dias muito difíceis, especialmente vocês que estão aí na pista, totalmente exposto a essa com tamanha falta de segurança, correndo risco de vida.

Desde o inicio desta crise de segurança, nosso Sindicato vem trabalhando para que os patrões tenham consciência e não coloque as vidas da nossa categoria em risco.

Solicitamos a suspensão das atividades, especialmente no período noturno, que inclusive foi entendido pelo Sindicato Patronal que soltou nota neste sentido, mas não alcançamos o resultado esperado.

Pelo contrário, nos deparamos com alguns empresários autoritários que invés de oferecer um ambiente de trabalho seguro, condição mínima de trabalho, ameaça os trabalhadores de demissão caso se recusem a trabalhar ou caso falte ao trabalho, sem sequer dar condições para tal.

Saibam que não estamos de braços cruzados, nunca estivemos, e muito menos agora que tanto vocês precisam da gente deixaremos de lutar por justiça, segurança, dignidade e respeito dos "frentistas".

Quero aqui colocar mais uma vez nosso sindicato, nossa equipe, nosso Jurídico à disposição de todos. Denunciem todas as injustiças e inclusive descontos indevidos de falta ao trabalho que venham a acontecer.

Wellington Bezerra
Presidente do SINPOSPETRO-ES

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Crise na segurança pública afeta estoque dos postos de combustíveis (via Folha Vitória)