20.2.17

1 - TEMER ATACA OS TRÊS PILARES DA SOBERANIA NACIONAL; 2 - MUDA CÚPULA DA VALE

REDAÇÃO -

Com a entrega do pré-sal, a venda de terras para estrangeiros e o abandono do projeto do submarino nuclear, o Brasil de Michel Temer ataca os três pilares fundamentais de qualquer projeto nacional: segurança energética, segurança alimentar e segurança militar.

Temer vai tocando essa agenda sem sequer ligar para a opinião pública, pesquisas recentes já indicaram que os brasileiros são contra a abertura do pré-sal. Outro levantamento apontou que Temer é reprovado por 66,6% dos brasileiros. Coincidência ou não, o general Eduardo Villa Bôas, chefe das Forças-Armadas, onde ainda existe um pensamento nacional, disse, neste fim de semana, que o Brasil está "à deriva". (informações 247)

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Muda cúpula da Vale

O jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo, anunciou e a imprensa toda o ecoou ontem (19) como se fosse grande novidade: os acionistas da Vale decidiram extinguir a Valepar, holding que controla a empresa, maior produtora de ferro nos últimos 20 anos.

A decisão, tomada durante as negociações para renovar o acordo de acionistas, permitirá que cada um sócio controle diretamente suas ações na Vale e decida individualmente seus votos.

Jardim, entretanto, não informou quando a dissolução da Valepar irá acontecer, mas que os sócios devem anunciá-la no próximo mês. O atual acordo entre os acionista expira em abril.

Os sócios na Valepar são os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil) e Fucef (da Caixa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, diretamente e através do BNDESpar, a Bradespar (do Bradesco) e a japonesa. Também fazem parte da holding os fundos Petros Fundação, Funcef e o fundo privado Fundação Cesp.

A Reuters, que reproduziu a informação, aproveitou para lembrar que em 19 de janeiro noticiou que membros da Valepar negociavam para extinguir o bloco ao longo de um período de seis anos, quando a Vale se tornaria uma empresa com propriedade diluída.

Com a Valepar deixando de atuar como um bloco, Bradespar e Previ acreditam que a empresa será mais atrativa para novos investidores, “pessoas familiares com o tema” falaram à Reuters.

Previ e Bradespar não puderam comentar imediatamente as informações publicadas por O Globo. Os porta-vozes do BNDES e do fundo Petros não retornaram as ligações da agência inglesa, que não conseguiu encontrar representantes da Mitsui para comentar o assunto, capa da edição do Jornal Pessoal que está nas bancas. (via LFP, Agenda amazônica)