1.3.17

1 - ALIADO DE BOLSONARO QUE AJUDOU A ORGANIZAR MOTIM DA PM NO ES SE ENTREGA; 2 - SECRETÁRIA DE YUNES VAI CONFIRMAR VERSÃO DE QUE CHEFE RECEBEU “PACOTE” DE PADILHA

REDAÇÃO -

Com a prisão decretada desde o sábado (25), o capitão da reserva Lucinio Assumção, mais conhecido como Capitão Assumção, ex-deputado federal aliado do deputado Jair Bolsonado, se entregou à Corregedoria da Polícia Militar na manhã desta terça-feira (28). Juntamente com mais três militares, foi acusado de estimular a greve da PM no estado e de aliciar policiais com a divulgação de áudios e vídeos em redes sociais. Está recolhido no presídio da corporação. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo.

No sábado, o Capitão Assumção chegou a ser encontrado no 4º Batalhão da PM, em Vila Velha, e recebeu voz de prisão, mas conseguiu escapar, aproveitando um tumulto criado por colegas e mulheres de policiais que se manifestavam em frente ao quartel. O sargento Aurélio Fonseca da Silva já havia se apresentado na segunda-feira. O tenente-coronel Carlos Alberto Foresti apresentou-se no sábado, no Rio de Janeiro, e foi encaminhado para o presídio da PM em Vitória.

Assumção também esteve nas entradas dos quartéis para mobilizar os militares. O secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo, Eugênio Ricas, afirmou que há indícios de que o movimento foi de “fachada” e motivado por interesses políticos e econômicos. O secretário afirmou que o Espírito Santo viveu um quadro de “terrorismo digital” por meio da disseminação de informações falsas e boatos com o objetivo explícito de colocar a população em pânico, paralisar o transporte público e fechar o comércio. Segundo Ricas, 80% das mensagens partiram de pessoas e redes de fora do estado. (via Congresso em Foco)

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Secretária de Yunes vai confirmar versão de que chefe recebeu “pacote” de Padilha

No depoimento que prestou recentemente à Procuradoria-Geral da República, José Yunes disse que tem como comprovar sua versão de que recebeu o operador Lúcio Bolonha Funaro no seu escritório de advocacia em São Paulo, em 2014. Ele indicou sua secretária como testemunha e disse que ela poderá corroborar sua versão.

Yunes afirma que Funaro lhe entregou um “pacote”, a pedido do ministro Eliseu Padilha. O caso foi revelado pela Coluna em dezembro. No “pacote” haveria R$ 1 milhão, proveniente da Odebrecht. Funaro e Padilha negam.

Ex-assessor especial de Michel Temer, José Yunes também disse à PGR que está à disposição para uma acareação entre ele, Funaro e Padilha. Antes mesmo de Funaro desafiá-lo para o confronto.

Observadores privilegiados do caso Yunes/Padilha/Funaro dizem que há dois caminhos: Padilha sair do governo quieto ou atirando. Ele é o único que pode esclarecer quem era o destinatário final do pacote confiado a Yunes. (via Coluna do Estadão)