2.3.17

1 - EMPRESÁRIO AJUDA MULHER DE MINISTRO DA SAÚDE E ELE RETRIBUI ALUGANDO PRÉDIO EM BRASÍLIA; 2 - DEPOIS DE “FELAÇÃO PREMIADA” E “LEVA JATO”, DIRETOR DAS BRASILEIRINHAS DESISTE DE FILMAR SURUBA DE JUCÁ

REDAÇÃO -

Enquanto um despacha no principal gabinete do Ministério da Saúde, o outro atua no mercado imobiliário e da construção civil em Brasília. Até agora, a única ligação conhecida entre esses dois personagens da política nacional limitava-se à filiação ao mesmo partido: o PP. Mas o ministro Ricardo Barros e o ex-governador do Distrito Federal Paulo Octávio se unem por outros elos que podem explicar por que o ministro da Saúde preferiu fazer um contrato de R$ 31,2 milhões sem licitação para locação do prédio do empresário a fim de abrigar a nova sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em 2014 (e não em 2010 como informou a reportagem anteriormente), a Construtora e Incorporadora Squadro Ltda, de propriedade de Paulo Octávio, destinou recursos para a vitoriosa campanha da mulher do ministro da Saúde, Cida Borghetti (PP), vice na chapa encabeçada por Beto Richa (PSDB) ao governo do Paraná.

Além de engordar os cofres da campanha da mulher de Ricardo Barros, naquele ano, a Construtora e Incorporadora Squadro também colaborou com o polêmico irmão da vice-governadora do Paraná, cunhado de Ricardo Barros. De acordo com registros do TSE, a empresa doou à campanha de Juliano Borghetti (PP) tanto a deputado estadual em 2010, como ao cargo de vereador, em 2008.

Ali, o espúrio “toma lá, da cá” já estava em marcha. Como todos sabem que, no submundo da política, não há almoço grátis, o “da cá” ocorreu em dezembro do ano passado, quando o ministro da Saúde decidiu alugar um prédio inteiro de Paulo Octávio para alocar servidores da Anvisa e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O contrato de aluguel foi firmado via chamamento público e sem licitação. Participaram da concorrência as empresas Inovar Construções, J. Fleuma Consultoria Imobiliária, Consórcio Premium Venâncio 2000, Antonio Venâncio da Silva Empreendimentos e NJR Participações. O Ministério da Saúde alega que o preço apresentado pela empresa do ex-vice-governador do DF é compatível com o valor de mercado – uma resposta padrão para encobrir a conveniente relação entre Paulo Octávio e Ricardo Barros.

As suspeitas sobre o negócio são ainda mais robustas. Um anúncio publicado nos classificados do jornal “Correio Braziliense” em 9 de setembro continha uma mensagem cifrada adiantando o resultado da contratação: “O DR. R. BARROS anvisa ao público em geral que está gozando de muita saúde e pretende mudar a partir de 02/09 para o SRTN nº 700 POAP, onde atenderá amigo com tratamento privilegiado”. O endereço citado no anúncio, não por mera coincidência, é o local onde funciona o prédio, situado na Asa Norte em Brasília, e a expressão POAP refere-se às iniciais do nome completo de Paulo Octávio. (…) (via Istoé)

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Depois de “Felação Premiada” e “Leva Jato”, diretor das Brasileirinhas desiste de filmar suruba de Jucá

Da coluna do Lauro Jardim no Globo:

Clayton Nunes, dono da Brasileirinhas, a maior produtora nacional de filmes pornô, vai lançar cerca de 40 filmes em 2017, mas nenhum título inspirado na política. No primeiro semestre, a Brasileirinhas colheu bons resultados com “Leva-Jato”, que mostrava façanhas da operação de Sérgio Moro.

Mas a continuação, “Felação premiada”, lançado em novembro, não teve o mesmo sucesso.

Apesar da verborragia de Romero Jucá, Clayton não quer mais misturar política e pornografia:

— Até no pornô as pessoas enjoaram da política.