2.3.17

1 - MARCELO ODEBRECHT CONFIRMA ENCONTRO COM MICHEL TEMER EM 2014 NO PALÁCIO JABURU; 2 - CRIVELLA: “NÃO FUI AO SAMBÓDROMO PORQUE SERIA DEMAGOGIA”

REDAÇÃO -


O empreiteiro Marcelo Odebrecht confirmou hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que jantou com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, durante a campanha presidencial e que discutiu com ele uma contribuição para a campanha eleitoral de 2014.

Temer era candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff.

Odebrecht negou, no entanto, que tenha acertado um valor de contribuição para a campanha.

Ele afirmou acreditar que os montantes a serem doados tenham sido acertados previamente entre Eliseu Padilha, homem de confiança de Temer e hoje ministro da Casa Civil, e Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Em sua delação premiada, Melo Filho afirma que o acerto foi feito diretamente por Marcelo Odebrecht, no encontro que o então presidente da empreiteira teve com Temer.

“No jantar, acredito que considerando a importância do PMDB e a condição de possuir o Vice-Presidente da República como Presidente do referido partido político [PMDB], Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10.000.000,00.”

Deste total, R$ 4 milhões, segundo Melo, teriam sido destinados ao PMDB via Eliseu Padilha. Uma parte do dinheiro teria sido entregue no escritório de José Yunes, um dos melhores amigos de Temer. Yunes diz que serviu apenas de “mula involuntária” de Padilha, atendendo a um pedido dele de receber um “pacote” em seu escritório. (...)
(via Folha)

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CRIVELLA: “NÃO FUI AO SAMBÓDROMO PORQUE SERIA DEMAGOGIA”

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, divulgou, nesta quarta-feira (1), nota à imprensa justificando por que não foi ao sambódromo durante o Carnaval. "Não fui porque no meu caso seria demagogia. E os malefícios da demagogia na vida pública são extensos", disse.

Segundo o chefe do executivo, a demagogia "atinge os bons que se deixam enganar". "Envolve os desinformados que não têm como verificar a autenticidade das atitudes meramente políticas. Acaba dominando os próprios demagogos que criam para seu uso uma segunda natureza e assim prometem, enganam, sorriem e dissimulam com a mais comovente naturalidade", afirmou.

"A demagogia é a maior calamidade da vida pública. Não fiz demagogia no carnaval, mas estive atento e preocupado para que o pessoal da Comlurb fizesse o colossal trabalho de recolher 680 t de resíduos. Os Guardas Municipais rebocaram 345 veículos e o pessoal da saúde - extraordinários - fizeram 1749 atendimentos. Isso para não citar Rio Luz e Conservação", complementou.

O prefeito disse que representantes da prefeitura tiveram uma reunião para "adotar medidas que evitem acidentes nos próximos desfiles". "A demagogia é a máscara da democracia. E o povo do Rio rejeita um prefeito com máscara ainda que seja no carnaval", finalizou. (via Rio 247)