3.3.17

1 - MP DO RIO PEDE AFASTAMENTO DE PEZÃO DO CARGO; 2 - AÉCIO NEVES PEDIU R$ 9 MILHÕES EM CAIXA 2, DIZ DELATOR

REDAÇÃO -


O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o governador Luiz Fernando Pezão. Nela, o MP pede o afastamento de Pezão do cargo, além da suspensão de seus direitos políticos por até cinco anos e o pagamento de uma multa. A ação é do procurador-geral de Justiça Ricardo Martins.

De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do Globo, o motivo é o fato de o governo Pezão não ter aplicado no setor de Saúde em 2014 e 2015 os 12% do total arrecadado com impostos previstos na Constituição Federal, assim como não foram repassados ao Fundo Estadual de Saúde, em 2014 e 2015, os recursos oriundos do Fundo Nacional de Saúde.

Há cerca de um mês, Pezão teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), assim como seu vice, Francisco Dornelles (PP), por abuso de poder econômico e político. Segundo a acusação, "o Governo do Estado do Rio de Janeiro concedeu benefícios financeiros a empresas como contrapartida a posteriores doações para a campanha do então candidato Pezão e de seu vice".

Pezão e Dornelles recorreram da decisão e aguardam novo julgamento no cargo. (via Rio 247)

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Aécio pediu R$ 9 milhões em caixa 2, diz delator

O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior, o BJ, disse em depoimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (2) que a empreiteira baiana doou R$ 9 milhões em caixa dois para campanhas eleitorais a pedido de Aécio Neves, em 2014, quando o tucano concorreu à Presidência da República.

O depoimento foi dado no processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investiga irregularidades da chapa eleita naquele pleito, com Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Segundo o depoimento de BJ, a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem divididos pelas campanhas de Pimenta da Veiga, Antonio Anastasia e Dimas Fabiano Toledo Júnior. Ainda de acordo com ele, outros R$ 3 milhões foram para o publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha presidencial de Aécio Neves.

Pimenta da Veiga foi o candidato tucano derrotado ao governo de Minas, em 2014, e Antonio Anastasia foi eleito ao Senado pelo partido. Dimas Fabiano foi eleito deputado federal aquele ano pelo PP mineiro. Ele é filho de Dimas Toledo, ex-diretor de Engenharia de Furnas, acusado de operar um esquema de propina na estatal.

O ex-executivo da Odebrecht não pôde detalhar a acusação de caixa dois para Aécio porque foi interrompido pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no TSE. Segundo o ministro, os detalhes da doação a pedido do tucano não são pertinentes ao caso, que investiga apenas a chapa Dilma-Temer, apesar de terem, de acordo com ele, “relevância histórica”. (…) (via Folha)