7.3.17

A GRANDE ARMA DOS GOLPISTAS: A SELETIVIDADE

EMANUEL CANCELLA -

Agora a mesma Lava Jato se cala diante da liquidação da Petrobrás, realizada pelo tucano Pedro Parente.


Não foi a Lava Jato foi quem iniciou o processo da seletividade, o mensalão inaugurou quando julgou e prendeu parlamentares de vários partidos – principalmente do PT – e não julgou o mensalão tucano anterior ao do PT. Pasmem: o mensalão tucano está prescrevendo sem julgamento.

Na Petrobrás, a Lava Jato – que prendeu diretores e gerentes corruptos –  transmitida na mídia diariamente, principalmente pelo Jornal Nacional, Fantástico e Globo News. Aliás, a operação foi muito boa para a Petrobrás e para a sociedade. Agora a mesma Lava Jato se cala diante da liquidação da Petrobrás, realizada pelo tucano Pedro Parente.

Os negócios de Parente envolvem valores muito maiores que o Petrolão e o MPF se cala, mesmo com uma denúncia formalizada em novembro de 2016. Na verdade o MPF fez pior: além de não responder a denúncia, intimou em dezembro do mesmo ano o autor, em nome do juiz Sérgio Moro por possível crime contra honra do funcionário público.

Gostaríamos que a devassa que sofreu a Petrobrás também acontecesse, por exemplo, nas empresas de comunicação – principalmente Globo, Band, Folha, Veja, RBS, Jovem Pan, etc – envolvidas no SwissLeaks em lavagem de dinheiro envolvendo valores muito maiores que o Petrolão.

Outro escândalo que tinha que ser investigado a fundo é o Zelotes, que envolve empresas e os principais bancos brasileiros. Mas o MPF, a Receita Federal e a polícia federal ignoram. Se os golpistas colocaram a frente do Banco central brasileiro um executivo do Itaú, banco esse que deve R$ 18 BI a receita Federal, imaginar que esses golpistas vão investigar bancos privado é sonho ou delírio.

A presidente Dilma foi outra vitima da seletividade, o grande crime que ela cometeu foi “Pedaladas Fiscais”, que logo em seguida a sua derrubada virou lei. Também pudera: simultânea as pedaladas de Dilma, 16 governadores pedalaram e a maioria parceiro do golpe.

E agora a última seletividade é o caixa dois de campanha, que causou indignação na presidente do Supremo, Carmem Lúcia. Esse crime botou na cadeia – entre outros – o tesoureiro do PT e deixou de fora os tesoureiros de outros partidos.

Agora diante da enxurrada de denúncias da Odebrecht envolvendo principalmente os golpistas, já vem de novo a seletividade. O caixa dois de campanha que valeu para prender vários parlamentares, hoje caminha para se tornar legal diante da lei. Será que toda indignação da presidente do STF, Carmem Lúcia, era para enganar otários (1)?

Fonte:

*Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”