14.3.17

AUMENTO SALARIAL DOS FRENTISTAS DO MUNICÍPIO DO RJ VOLTA A SER DISCUTIDO HOJE

Via SINPOSPETRO-RJ -

Representantes do SINPOSPETRO-RJ e do SINDCOMB (Sindicato Patronal) voltam a se reunir nesta terça-feira, (14), para discutir a pauta de reivindicações salariais dos treze mil trabalhadores de postos de combustíveis e lojas de conveniência do Município do RJ.


Mesmo diante do quadro de recessão, os frentistas do Município do RJ lutam para conquistar na negociação salarial de 2017 aumento real nos salários e novos benefícios. Por causa da perda salarial provocada pelas altas taxas de juros e impostos pagos no país, o presidente do SINPOSPETRO-RJ não abre mão de lutar por novos benefícios e pelo reajuste de 16,36% para categoria e sentencia: Não aceitaremos nenhum direito a menos!

Na primeira rodada realizada no mês passado, o sindicato conseguiu assegurar a data-base da categoria, com isso, todos os direitos da Convenção Coletiva estão mantidos, até que termine o processo de negociação. Os frentistas precisam estar mobiliados já que 2017 é um ano atípico e tenebroso para a classe trabalhadora. Em todo o Brasil, os empresários estão com o discurso afinado e alegam prejuízos para não conceder aumento acima da inflação. O setor de combustíveis, no entanto, continua aquecido com o aumento da venda de gasolina em 2016. Os dois primeiros meses de 2017 também registraram aumento nas vendas de gasolina.

REIVINDICAÇÕES - O SINPOSPETRO-RJ reivindica para os trabalhadores aumento salarial de 16,36%. Além do reajuste, os trabalhadores exigem vale-alimentação no valor de R$ 300,00, um piso salarial da categoria a título de Participação nos Lucros e Resultados(PLR), vale-transporte gratuito e tíquete-refeição diário de R$ 20,00, reivindicação antiga da categoria.

ADICIONAL - O sindicato também vai lutar para incluir na Convenção Coletiva a função caixa, com pagamento de adicional de 50% para os frentistas que acumulam a responsabilidade de guardar o dinheiro da empresa.

A pauta prevê ainda o pagamento de 40% de adicional de propaganda, quando a empresa exigir a utilização de uniformes contendo publicidade.

SEGURANÇA E SAÚDE - Na pauta de reivindicação, o sindicato cobra das empresas a lavagem dos uniformes dos trabalhadores, como determina o anexo II da NR 9, em vigor desde setembro do ano passado. Eusébio Neto esclarece que ao levar o uniforme para lavar em casa, o trabalhador põe em risco a saúde de toda a família.

O sindicato também reivindica o afastamento das funcionárias gestantes e lactantes de qualquer atividade em locais insalubres ou periculosos, a partir da comunicação do estado de gravidez ao empregador, até a liberação do médico. O SINPOSPETRO-RJ também pleiteia o cumprimento da NR 17, com a colocação de assentos para o trabalhador descansar entre um abastecimento e outro.

* Estefania de Castro, assessoria de imprensa Sinpospetro-RJ