15.3.17

ENTREVISTA – "QUEREM TRANSFORMAR O BRASIL EM COLÔNIA! SENGE-RJ E FISENGE INICIAM O PROJETO SOS BRASIL SOBERANO", OLÍMPIO DOS SANTOS, PRESIDENTE DO SENGE-RJ [VÍDEO]

DANIEL MAZOLA -


Nós, brasileiros, somos reféns de uma agenda neoliberal, prejudicial e destrutiva que nos levará a situações ainda mais trágicas. Cientes desta triste realidade, engenheiros e especialistas vão discutir um verdadeiro projeto para o Brasil. O presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (SENGE-RJ) e vice-presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE), Olímpio Alves dos Santos revelou em primeira mão ao site TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical os detalhes da série de debates “SOS Brasil Soberano” que será realizado em todo o país para discutir propostas alternativas à atual crise vivida no Brasil.

Segundo o dirigente sindical, esse projeto é fundamental para colocar ações em prática. Precisamos debater e propor alternativas que recoloquem o Brasil em condições de voltar a crescer economicamente, com soberania e dignidade para o povo trabalhador. O objetivo é debater um modelo de construção do Brasil até 2035, focado na engenharia, na soberania e no desenvolvimento econômico e social. Será realizada uma série de encontros, com especialistas em vários setores estratégicos da tecnologia, ciência, economia, política e defesa para discutir propostas para a crise brasileira.

Durante a entrevista, vejam o vídeo, falei com o valoroso lutador sobre como podemos garantir nosso conhecimento acumulado através de pesquisas de profissionais e cientistas formados no Brasil, ele contou o seguinte caso estarrecedor: “Mazola, nos tivemos sucesso rápido no pré-sal por conta da pesquisa que já existia dentro da Petrobras, um engenheiro, que trabalhava em uma mina de sal de potássio no Sergipe, que foi formado pelo mesmo professor que orientou a minha tese, pegou todo o seu conhecimento e todas as equações que tinha feito para explorar a mina e aplicou na exploração do pré-sal, e assim conseguimos rapidamente explorar o petróleo do pré-sal. Queriam que esse engenheiro entregasse todo seu conhecimento para as empresas estrangeiras, ele se negou a fazer isso e foi demitido por justa causa (...) então é isso, o nosso conhecimento acaba que não fica aqui dentro, querem nos obrigar a entrega-lo de graça, coisa que nenhuma empresa estrangeira no mundo faz”.

Olímpio dos Santos alertou que no entender dele o modelo de empresa estatal acabou: “Essas empresas acabaram capturadas por interesse de mercado e da mesquinharia da política. Precisamos ter empresas pesadas na área de construção, o Brasil precisa construir sua infraestrutura e não pode entregar isso para empreiteiras estrangeiras, se por a caso dirigentes das empresas cometerem crimes, eles tem que pagar, até porque quem comete crime não é CNPJ é o CPF. Nós temos que preservar as empresas como brasileiras por que elas têm conhecimento, e isso é fundamental pra gente (...). Outra área importante é a indústria de defesa, um país como o Brasil tem que ter sua indústria de defesa para defender suas riquezas, a defesa de um país não cabe apenas a aqueles que usam fardas, muito pelo contrário”.

Olímpio dos Santos e Daniel Mazola / Fotos: Iluska Lopes
A respeito da privatização da Companhia de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro-CEDAE, Olímpio dos Santos disse que o modelo de concessão da CEDAE é diferente, especifico. Lembrou que o poder de concessão é dos municípios atendidos, por isso não será nada fácil entregarem a empresa. “Privatizar a CEADE é uma chantagem entreguista contra o povo do Rio de Janeiro. O saneamento não é mercadoria e está ligado a questões ambientais e de saúde da população”.

Atenção lutadores e demais interessados, o primeiro encontro da série de debates “SOS Brasil Soberano” será realizado dia 31 de março, no Rio de Janeiro, o tema será "Contra a crise, pelo emprego e pela inclusão". Especialistas irão debater medidas de caráter imediato, anticíclicas, visando a retomada imediata do emprego e a reversão das perspectivas cruéis de uma longa depressão da economia brasileira. O evento será das 9h as 17h, no auditório da Faculdade MacKenzie, Av. Rio Branco 277 – 3º andar.

O que houve nesse país foi um golpe escancarado que criou uma grande instabilidade jurídica, aí a primeira coisa que aconteceu foi à fuga dos capitais. Agora estão oferecendo bens, empresa e recursos naturais a preço de banana no exterior (...). Querem transformar o Brasil em colônia, não querem um país soberano, querem o povo escravizado, daí a reforma do ensino, da previdência e trabalhista. É esse o “projeto de nação” que eles querem pra gente, por isso nós vamos lutar contra tudo isso”Olímpio Alves dos Santos fez questão de destacar.

Agora confira a entrevista na íntegra: