20.3.17

MASSACRE AOS APOSENTADOS VEM AÍ

ALCYR CAVALCANTI -

Ao que tudo indica a malfadada Reforma da Previdência vai ser aprovada a toque de caixa, sem uma ampla discussão com os principais interessados, a população brasileira. A grande maioria do Congresso com 513 deputados é amplamente favorável a tungar de vez nossos direitos e beneficiar meia dúzias de larápios que afundaram nosso país. Com um Congresso quase todo sob suspeição de envolvimento em atividades ilícitas é inadmissível que o futuro de uma nação esteja de mão de pessoas suspeitas de corrupção, sendo que a maioria é de fato composta por formadores, não de opinião, mas de quadrilha. É muito difícil encontrar um "representante do povo" que não esteja numa das listas de corruptos e de fato seja um legítimo representante do povo.  Em Brasília ninguém se entende, mas os detentores do mandato seguem à risca o compromisso assumido pelo Ministro Henrique Meirelles de mudar as regras da Previdência Social a qualquer custo. Michel Temer tem resolvido seus problemas com opíparos jantares para saciar a fome, não de justiça, mas de ganancia de seus "fiéis" movidos à muita grana e uma serie de benesses, às nossas custas.


A elevação compulsória para 65 anos é a meta a ser defendida pela "base aliada", só que em muitos casos o trabalhador vai de ter de continuar  trabalhar até mais de 90 anos para conseguir uma aposentadoria. Além disso vai penalizar a todos principalmente a mulher que tem dupla jornada de trabalho. Após a tarefa cansativa e muitas vezes mal remunerada ela completa seu turno com afazeres múltiplos de sua casa, visto que o número de creches é ínfimo, embora seja de total atribuição dos governos.

O ministro Meirelles segue à risca a cartilha do FMI para encobrir a verdadeira situação em que se encontra a Previdência Social. O famigerado rombo é uma grande falácia, um artifício contábil para encobrir os bilhões de reais que mês após mês desaparecem qual um passe de mágica dos cofres públicos. A economista Denise Gentil, em sua tese de doutorado desmonta a manobra, para ela uma grande falácia. Ao invés de um déficit existe de fato um excedente de recursos desviados para outras finalidades. Milhões de trabalhadores descontam religiosamente mês após mês durante anos seguidos e não utilizam nenhum benefício a que tem direito. Fica uma pergunta: Para onde foi o dinheiro?

A grande maioria dos brasileiros não tem a mínima informação sobre a real situação atual da Previdência Social e das consequências que hão de vir com as mudanças a toque de caixa das regras atuais, que já não são nada boas. Uma simples penada após muitos goles de whisky e champanhe vai trazer com consequência um castigo desmesurado para milhões de trabalhadores que militam de sol a sol, muitas vezes em condições desfavoráveis para satisfação de meia dúzia de falsos representantes do povo, mas que só pensam em seus próprios interesses, a maior parte das vezes escusos. Tristes Trópicos.