29.3.17

JORGE PICCIANI, PRESIDENTE DO TCE E CONSELHEIROS SÃO LEVADOS PELA PF; CICLOVIA TIM MAIA É INTERDITADA NOVAMENTE

ALCYR CAVALCANTI -


A Operação Quinta de Ouro da Policia Federal atingiu pessoas que podem ter total responsabilidade  na falência do Estado do Rio de Janeiro. Mais de 150 agentes federais cumprem mais de 40 mandados de prisão para apurar irregularidades nas contas estaduais que levaram um estado muito rico à mais completa falência. O Tribunal de Contas Estadual-TCE foi duramente atingido com a prisão de seu presidente Aloysio Neves, de cinco conselheiros e de alguns funcionários.

O presidente da ALERJ, Jorge Picciani-PMDB está sendo conduzido debaixo de vara, ou seja condução sob coerção para a sede da Policia Federal na Zona Portuária. Funcionários estaduais preparam uma grande manifestação com direito a fogos e bolo comemorativo da prisão de Picciani, que até hoje detinha ampla maioria nas votações do "Pacote de Maldades" um duro golpe não só no funcionalismo estadual, mas em toda população.  O presidente do TCE-RJ Aloysio Neves é jornalista, já atuou como colunista social da Revista l'Officiel e foi assessor direto do governador Sergio Cabral, quando Cabral era presidente da ALERJ.

CICLOVIA TIM MAIA É INTERDITADA NOVAMENTE

A Ciclovia Tim Maia inaugurada em janeiro de 2016 como uma das obras do "legado olímpico" continua com sério risco de desabar e repetir a tragédia de 21 de abril do ano passado que fez duas vítimas fatais. No feriado nacional morreram duas pessoas, um engenheiro e um morador da Rocinha e deixou a população perplexa com o risco de uma nova tragédia. Até agora os responsáveis pelas mortes não foram condenados. Os moradores de São Conrado, Rocinha e Vidigal, principais usuários da Ciclovia estão revoltados e pedem providências imediatas.

O presidente do Conselho Regional de Arquitetura CREA-RJ Reynaldo de Barros afirmou que a obra "foi mal feita" e apontou vários erros que põem em risco a Ciclovia  pediu sua interdição imediata do trecho entre Leblon e São Conrado e uma verificação em toda a sua extensão para seu pleno funcionamento. A Ciclovia uma das obras do chamado Legado Olímpico custou aos cofres públicos mais de R$44 milhões e foi inaugurada no início de 2016 em uma grande festa em função da Olimpíada 2016. Conforme o laudo do CREA as juntas de dilatação em vários trechos estão corroídas, existem falhas de concretagem, rachaduras nos tabuleiros na parte que desabou e parte da obra apresenta acabamento irregular. As irregularidades podem causar novos desabamentos devido ás fortes ressacas que estão se iniciando e devem perdurar até meados de agosto com ondas de até quatro metros.

A Ciclovia que tem o nome do poeta Tim Maia que em sua música fala do "Leme ao Pontal", que seria o trajeto da obra. O que Tim Maia e os cariocas não contavam é que a imprevidência e a irresponsabilidade dos executores  fariam uma obra tão mal feita que desabou ao sabor das ondas e da força do mar e ao invés de muitas alegrias deixariam um legado olímpico fúnebre e de triste memória.