18.3.17

SEITA

MIRANDA SÁ -

"Toda seita é uma bandeira de erro. Não há seitas na geometria…" (Voltaire)


Seita, do latim secta – “secionar”, “dividir”, “sectar”, é um conceito utilizado para conjuntos de pessoas unidas para professar doutrina, ideologia, sistema filosófico ou político adotados coletivamente.

O “Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa”, qualifica “seita” como “sistema que se afasta da crença ou opinião geral”. E o Aurelão registra que “seita” é um grupo coeso de pessoas que participa de uma doutrina comum.

Há quem observe que “seita” seria uma organização contra um meio que considera hostil ou descrente. O grupo então se fecha e vê o restante da sociedade como má, passível de punição.

As seitas estudadas pela História têm formação diversa, de caráter científico, filosófico, político ou religioso. A antiguidade grega registra o pitagorismo, liderado pelo filósofo e matemático Pitágoras de Samos.

Nas chamadas grandes religiões encontramos milhares de seitas. O islamismo tem dezenas e muitas separações também dividiram o cristianismo, particularmente com os cismas da Igreja Católica.

Movimentos nacionais romperam com o Vaticano, sendo o principal o   anglicanismo, no Reino Unido. Temos também igrejas particulares, como as Igrejas Católicas Orientais, as Igrejas Ortodoxas Russa e Grega e a Igreja Católica Copta.

Quanto ao movimento protestante, aparecem os pentecostistas, metodistas, Assembleia de Deus, Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová e os Mórmons, fora as denominações que grassam no Brasil.

Há também as seitas esotéricas, sendo a principal delas a Rosa-cruz; e, mais recentemente, a Igreja da Cientologia, também conhecida como Dianética.

Na política, agruparam-se autodenominados socialistas, proudhonismo, georgismo, fabianos e marxistas, sendo estes últimos subdivididos em marxismo-leninismo, stalinismo, trotskismo e maoísmo.

No Brasil, os aderentes do stalinismo e do trotskismo, antagônicos, (Trotsky rompeu com Stálin), ambos de ideologia totalitária, que se juntaram a outras tendências para fundar o PT, inevitavelmente transformado numa seita de fanáticos com uma teoria política narcopopulista de orientação bolivariana.

É impressionante a adesão confusa a um partido de flagrantes distorções ideológicas, com militantes praticando o culto da personalidade de Lula da Silva, um pelego sindical astuto e psicótico.

O nível mental desses militantes lulopetistas se justifica com as últimas declarações de Lula, que depondo como réu num processo que o julga por tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato, esbravejou contra o bombardeio de denúncias que o envolvem, e se comparou com Deus.

Disse (e está gravado): “Se o senhor soubesse quantas pessoas usam o meu nome em vão. As pessoas tinham que ler mais a Bíblia para não usar tanto o meu nome em vão”. Este tresloucado disparate deixou os lulopetistas contritos (e alguns ajoelhados).

Felizmente os lulopetistas se reduziram a um pequeno número. O fracasso da “greve geral” que convocaram trouxe-nos a alegria de constatar que os aderentes diminuíram bastante.

São poucos os que ainda cultuam a figura obscena de Lula, que pôs o Brasil em estado pré-falimentar pela incompetência e pelo roubo. E, com mil aleluias, vimos que o Pelegão está agora na “Lista de Janot” e que irá enfrentar Sérgio Moro no juizado de 1ª instância para uma condenação exemplar.