18.4.17

1 - CUNHA ENTREGA TEMER E DIZ QUE FOI ELE QUEM AGENDOU REUNIÃO DA PROPINA; 2 - SP: DEMITIDA EM PRAÇA PÚBLICA, SONINHA DIZ QUE “NÃO CORRESPONDI AO RITMO DO PREFEITO, E OLHA QUE ANDO RÁPIDO” [VÍDEO]

REDAÇÃO -


O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entregou Michel Temer, do complexo penal onde está preso, em Curitiba, exatamente um ano depois do golpe parlamentar que tirou a presidente eleita Dilma Rousseff do poder.

Por meio de um bilhete, segundo reportagem de Paulo Gama, da Folha de S.Paulo, Cunha rebateu dois pontos da entrevista concedida por Temer no sábado 15 à TV Bandeirantes. O deputado cassado disse que a reunião com um executivo da Odebrecht em que foi acertado o repasse de US$ 40 milhões em propina para o PMDB, realizada em julho de 2010, segundo o delator da empreiteira, e que teve a participação de Cunha, foi "agendada diretamente com" o presidente.

"A referida reunião não foi por mim marcada. O fato é que estava em São Paulo, juntamente com Henrique Alves e almoçamos os três juntos no restaurante Senzala, ao lado do escritório político dele, após outra reunião e fomos convidados a participar dessa reunião já agendada diretamente com ele", afirma Cunha na nota, acrescentando que Temer "se equivocou nos detalhes".

O ex-deputado acrescenta, porém, que na reunião "não se tratou de valor nem [se fez] referência a qualquer contrato daquela empresa". "A conversa girou sobre a possibilidade de possível doação e não corresponde a verdade o depoimento do executivo", afirma o ex-deputado. Temer já confirmou em nota a existência da reunião, mas nega que combinou repasse de propina durante o encontro.

Além disso, Cunha afirma que a decisão de abrir o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em dezembro de 2015, foi discutida com o então vice-presidente dois dias antes de ser oficializada. Cunha diz que o parecer foi "debatido e considerado por ele correto do ponto de vista jurídico". Na entrevista, Temer contou que foi informado por Cunha de que ele não abriria os processos porque o PT prometera votos favoráveis a ele no Conselho de Ética. Mas que depois informou que o acordo havia ruído, uma vez que o PT mudara de ideia. (via 247)

***
Demitida em praça pública, Soninha diz que “não correspondi ao ritmo do prefeito, e olha que ando rápido rs”


Foram 175 dias incrivelmente intensos – desde que aceitei o convite, como era de se imaginar. Amei (como sempre amo) cada uma das longas horas de expediente, as pilhas de processos (juro!), as vistorias de madrugada, os amanheceres no Viaduto do Chá, os despachos com o Jurídico e as Coordenadorias Básica e Especial e a CAPE, as reuniões com Defensoria Pública e ONGs e movimentos e outras Secretarias, as audiências com Judiciário e Ministério Público, as noites estudando minutas de decretos e termos de convênio e portarias e indicadores e planilhas e instrumentais e o MROSC de cabo a rabo, os debates sobre crianças e adolescentes e famílias e idosos e pessoas com deficiência e cadastro e benefícios e mulheres vítimas de violência e… população de rua!, a construção com esmero de um plano para cenas de uso, começando pelo território hiper complexo da “cracolândia” ETC . Não correspondi ao ritmo do prefeito, e olha que eu ando rápido rs. Mas eu sou minuciosa, questionadora, (chata!), “pessimista no pensamento e otimista na ação” (a tradução do Gramsci que mais me contempla). Fico chacoalhando os alicerces para ter certeza de que sustentarão a estrutura; para que caia o que não está firme e consigamos reforçá-los na medida exata. Até porque tem coisas que exigem um pouco menos de pressa. Mas serei uma vereadora muito, mas muito mais bem informada do que seria se não tivesse passado por aqui. Agradeço às trabalhadoras e trabalhadores querid@s da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS pelas semanas intensas. E não pensem que vão ficar livres de mim.