26.4.17

1 - IGREJAS EVANGÉLICAS TAMBÉM ADEREM À GREVE GERAL; 2 - TEXTO-BASE DA REFORMA TRABALHISTA É APROVADO EM COMISSÃO DA CÂMARA E VAI A PLENÁRIO

REDAÇÃO -


Depois da Igreja Católica, as Igrejas Evangélicas também assinaram um manifesto em que criticam as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo Michel Temer e chamam a população para a greve geral do dia 28, que protesta contra a retirada dos direitos trabalhistas.

Um pronunciamento contra as reformas divulgado no final de março já havia sido assinado por 11 igrejas evangélicas, entre elas a Aliança Evangélica, a Igreja Metodista no Brasil e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

O pronunciamento oficial é assinado pelos presidentes e representantes das Igrejas Evangélicas Históricas brasileiras, que criticam, entre outros pontos das reformas, a idade mínima de 65 anos para se aposentar, para homens e mulheres – o texto já recebeu alterações. (via 247)

Confira a íntegra do documento, publicado no site da Igreja Metodista.

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Texto-base da reforma trabalhista é aprovado em comissão da Câmara e vai a plenário

O plenário da comissão especial da Câmara aprovou nesta terça-feira, 25, o texto-base do projeto da reforma trabalhista. Foram 27 votos a favor e 10 contra. O PSB não registrou nesta votação a orientação da bancada. O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) votou contra o parecer, seguindo assim a orientação da cúpula do partido, e o deputado Fábio Garcia (PSB-MT) votou a favor do projeto, mantendo apoio ao governo. PSOL, PCdoB, PT orientaram voto contrário.

Neste momento, a comissão aprecia os 25 destaques ao texto apresentado pelo relator Rogério Marinho (PSDB-RN).

A comissão especial da Câmara que trata da reforma trabalhista, que prevê, entre outros pontos, a prevalência de acordos e negociações coletivas sobre a legislação, discutia a proposta nesta terça-feira numa sessão tensa. Prioritária para o governo, que a encara como uma oportunidade de testar sua base para a votação da reforma da Previdência, a proposta trabalhista também enfrenta resistências, mesmo na base aliada.

Criticando o parecer, a oposição argumentou que a proposta precisa de mais tempo de discussão e acusou o governo de tentar correr com a tramitação da reforma por temor das greve geral e manifestações previstas para a sexta-feira.

Na semana passada o governo conseguiu, após fracassar na primeira tentativa, aprovar um requerimento de urgência para a proposta, o que permitiu a supressão de prazos e possibilitou que fosse pautada para esta terça na comissão. A ideia inicial é votá-la nesta terça na comissão e na quarta e quinta-feira no plenário da Câmara. (…) (via Estadão)