29.4.17

1 - O BRASIL PAROU PARA PROTESTAR CONTRA AS REFORMAS TRABALHISTAS E DA PREVIDÊNCIA; 2 - O SILÊNCIO DO BRASIL ABALA BRASÍLIA

Via UGT -


A União Geral dos Trabalhadores (UGT), entidade com representação em todos os estados da federação mobilizou todos seus filiados nesta sexta-feira (28), Dia de Greve Geral em defesa dos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários que estão sobre ameaça do conjunto de medidas proposto pelo governo federal.

As ações, que já estavam anunciadas para a população há pelo menos um mês, tiveram início ainda de madrugada e culminaram com a paralisação dos serviços de transporte público nas principais capitais do país.

Em São Paulo, a cidade amanheceu sem ônibus, metrô e trens. Em algumas regiões, seguindo a orientação das centrais sindicais, os trabalhadores e trabalhadoras nem saíram de casa, o que está fazendo com que esta sexta-feira pareça domingo.

***
O silêncio do Brasil abala Brasília

Na manhã desta sexta-feira (28), a população mandou seu recado para o governo federal, os deputados e todos os parlamentares que neste momento insistem em mexer em direitos trabalhistas e previdenciários.

Nas principais capitais do Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras dos transportes coletivos paralisaram suas atividades e a população aderiu ao chamado das Centrais sindicais que, por mais de um mês, orientaram os cidadãos de que como não haveria condições de se locomover até seus trabalhos, o melhor seria permanecer em suas casas.

“Esta é uma manifestação que tem como objetivo único e concreto a defesa dos direitos da classe trabalhadora que, com o argumento de superação de crise, o governo brasileiro está sedento por tirar”, explica Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Em São Paulo, muitas estações de ônibus, trens e metrôs estão literalmente vazias e, apesar das ameaças feitas pelo prefeito João Dória de descontar o dia dos servidores que aderirem a greve, a adesão foi geral e a manifestação segue forte.

“Estamos monitorando as manifestações em todo o Brasil e em muitas cidades a impressão que temos é que o dia de hoje parece que domingo, com poucas pessoas nas ruas, o que mostra o apoio da sociedade nesta luta para manter intactos seus direitos”, diz Patah.

“O recado está sendo dado e a população está descontente com este verdadeiro massacre aos direitos sociais. O governo não vem fazendo seu dever de casa para superar a crise política e econômica do Brasil, continua cometendo os mesmos erros feitos pela administração passada e em contra partida está jogando nas costas da população a culpa por esse colapso”, concluiu Ricardo Patah.