18.4.17

1 - SINDICATOS DE POLICIAIS INVADEM O CONGRESSO E ENTRAM EM CONFRONTO COM SEGURANÇA LEGISLATIVA [VÍDEO]; 2 - MESMO COM MUDANÇAS, GOVERNO AINDA NÃO TEM VOTOS PARA APROVAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA, INDICA PESQUISA

REDAÇÃO -


Um grupo de cerca de 300 policiais civis faz uma manifestação, na tarde desta terça-feira (18), para protestar contra a reforma da Previdência em análise na Câmara. Com caminhão de som e alegorias como cruzes, faixas e até uma espécie de lápide, eles foram ao Parlamento para participar de audiência pública no Senado e, do lado de fora, na área gramada ao lado dos espelhos d’água, manifestavam-se pacificamente em frente ao prédio. Até que um grupo mais exaltado tentou entrar pela entrada conhecida como chapelaria e foi contido pelos policiais legislativos e tropas de choque da Polícia Militar. Com a confusão, vidraças foram quebradas e bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral foram lançadas para dispersar os manifestantes.

Ao todo, seis bombas de efeito moral foram lançadas, espalhando o barulho pelas cercanias do Congresso e dando início à confusão. De imediato, a polícia legislativa das duas Casas foram acionadas, colocando em campo uma operação de emergência. Com entradas isoladas e acessos obstruídos pelos agentes, servidores, parlamentares e imprensa encontraram dificuldade de deslocamento tanto no Senado quanto na Câmara.

Mesmo com a confusão generalizada nas cercanias do Congresso, parlamentares mantiveram as atividades, um tanto abaladas depois da divulgação da lista do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), com suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção montado na Petrobras.

Os protestos têm a participação de entidades como a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e a União dos Policiais do Brasil (UPB). Como este site mostrou mais cedo, o governo recuou no conteúdo do relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) e aceitou reduzir para 60 anos a idade mínima de aposentadoria de policiais e professores.

As duas atividades são consideradas insalubres e, por isso, o governo aceitou flexibilizar a regra para a requisição do benefício. Esse era o item do texto pendente de resolução no acordo político fechado na noite desta segunda-feira (17) entre o presidente Michel Temer e os partidos que o apoiam no Congresso. (via Congresso em Foco)


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Mesmo com mudanças, governo ainda não tem votos para aprovar reforma da Previdência, indica pesquisa

Levantamento da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) mostra que o governo ainda está longe dos 308 votos necessários para aprovar a reforma previdenciária. Maioria dos deputados entrevistados ainda faz segredo sobre o voto. Veja a posição deles.

Com o aval do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda, o relator da reforma da Previdência ainda negocia mudanças no texto para diminuir a resistência dos parlamentares à proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Mesmo com as alterações, porém, o cenário é adverso: se a votação em plenário fosse hoje, o governo não teria os 308 votos exigidos para aprovar a PEC 287/2016. É o que revela o Radar da Previdência, pesquisa realizada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), que ouviu até o momento 387 dos 513 deputados.

Somando-se os parlamentares ainda não abordados, os indecisos, os que não quiseram opinar e os que declararam voto favorável, a conta chega a 287 parlamentares – ou seja, 21 a menos que o exigido para a aprovação de uma emenda constitucional. Em outras palavras, para fazer valer a sua vontade, o presidente Michel Temer terá de reverter votos entre os 220 deputados que já se declararam contrários à reforma.

Até agora, apenas 21 dos parlamentares entrevistados assumiram que votarão a favor da proposta do Planalto. Deles, somente o peemedebista Lelo Coimbra (ES) autorizou a divulgação de seu nome pelo Radar da Previdência. Os 20 demais pediram anonimato, com receio da reação de seu eleitorado. Já entre os que adiantaram que vão votar contra a reforma, só 71 aceitaram ter seu nome publicado. (via Congresso em Foco)

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